As pinturas feitas pelos alunos de educação especial da Escola Estadual Manoel Marçal foram destaque na exposição da 8ª Feira Literarte, realizada na unidade de ensino, na última sexta-feira (01/11). Pais dos estudantes e profissionais da escola, situada no bairro Cachoeirinha, zona sul de Manaus, ficaram orgulhosos com o resultado exibido. As obras expostas puderam ser adquiridas, e o valor será usado na produção da festa de Natal de cada turma.

A dona de casa Mara Simões estava desde a abertura com a filha Fernanda, de 7 anos. A pequena artista fez três quadros e conseguiu vender todos. “Achei lindo, estou gostando muito”, revelou a mãe.

O formando Raí Jeovani, de 14 anos, pintou seu herói favorito, o Batman, um barco e, ainda fez um quadro especial para o irmão mais velho, que é fã dos personagens de videogame Mario Bros. A mãe dele, Jéssica Paixão, disse estar feliz pelo desempenho do filho. “Ele evoluiu muito. Era autista severo e, hoje, já desenha, segue linhas. É muito gratificante”, afirma.

Estrutura – A gestora da escola, Aida Greice, explica que a escola atende 160 alunos com deficiências, divididos nos turnos matutino e vespertino. Segundo Greice, 70% dos estudantes são autistas, mas também há alunos com síndromes. As turmas são divididas de acordo com o grau de comprometimento da criança e/ou adolescente, sendo seis estudantes por turma.

“Os professores se empenham muito, porque não é um trabalho fácil. É um trabalho individualizado, no qual as crianças procuram expressar, por meio da arte, algo que chame a sua atenção. Esta é nossa oitava edição, e o tema do nosso projeto ‘Brincando se faz arte’. A gente observa que, quando as visitas chegam, eles apontam felizes, dizem ‘Olha, eu que fiz!’. A gente nota a alegria de cada um ao apontar que fez e isso é motivante”, observa a gestora.

Emoção – A viúva do patrono da escola Manoel Marçal, Lucy Cardoso, foi visitar a Feira e adquiriu um dos quadros expostos. “Muito trabalho, dedicação e amor, porque sem amor a gente não faz nada. Emociona lembrar do Marçal, o trabalho que ele começou. Não tem como não ficar emocionada”, diz a viúva, que repete o ritual de acenar para a foto do marido quando passa pelo quadro do corredor da escola.

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Fotos: Cleudilon Passarinho

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