O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam), David Almeida (PSB), repudiou o uso indevido de sua imagem, por meio das redes sociais, nas campanhas dos dois candidatos que passaram para o segundo turno. Ao contrário do que as publicações de Amazonino Mendes e de Wilson Lima, tentam dizer que David está com um ou com outro, o parlamentar que obteve 417.203 mil votos no primeiro turno, reafirmou, mais uma vez, que vai manter a postura de neutralidade no segundo turno desta eleição.

“Eu quero aqui repudiar essas publicações mentirosas nas redes sociais, na tentativa de confundir o eleitor amazonense. Quando eu anunciei neutralidade, eu critiquei os dois candidatos, tanto o Wilson como Amazonino. Mas, apoiadores dos dois lados pegaram apenas a parte em que eu critico um ou o outro e descontextualizam a minha posição de neutralidade, para dizer que eu estou apoiando um dos dois. Eu não estou apoiando nenhum dos dois. Os mesmos não apresentaram propostas para soluções que o Estado do Amazonas tanto precisa”, avaliou David.

O pronunciamento de David ocorreu por meio comunicado de liderança, durante a sessão plenária desta terça-feira (16), quando anunciou que, nesta quarta-feira (17), vai falar sobre os riscos que corre a governabilidade do Amazonas para os próximos anos e que nenhum dos dois candidatos apresentaram propostas para livrar o Estado do descontrole na gestão dos recursos.

“Amanhã (17) trarei números aqui estarrecedores, tenebrosos. Quando formos para a urna no dia 28 de outubro, vamos decidir o nosso futuro. Gente, eu alertei, eu falei e 417 mil amazonenses acreditaram em mim. E é por estudar esse Estado, os números do Estado e enquanto governador que fui, eu vou alertar novamente. Por isso que eu não apoiei e não vou apoiar nenhum dos candidatos, porque eu ainda não vi nenhum dos dois mostrarem a solução para os problemas que virão”, disse.

O presidente da Aleam afirmou que, amanhã (17), vai usar a tribuna do parlamento para falar sobre o relatório da Secretaria do Tesouro Nacional e vai mostrar os aumentos programados e os impactos, sobre os quais nenhum dos candidatos se mostrou preocupado. “O Estado do Amazonas nunca esteve tão ameaçado. Ano que vem é ano de reforma tributária, de discussão das leis de incentivos fiscais aqui do Estado. No próximo ano, seis deputados federais novos vão estar no Congresso Nacional, onde será discutido o nosso destino. Empresas podem ir embora daqui do Polo Industrial de Manaus. Eu fiz a minha parte, dei minha contribuição. Desejo que Deus abençoe o Amazonas”, salientou.

David reforçou que não se sente dono dos votos dos eleitores que deram a ele o voto de confiança. “Quem votou no David, que fique à vontade para votar em quem quiser. Eu não me sinto dono dos 417.203 mil votos. Que cada eleitor possa fazer sua reflexão e ver quem é o melhor pro Estado do Amazonas. Eu mando no meu voto, não vou influenciar ninguém. A população tem que votar pelo conhecimento. Quero aqui dizer, continuo com o propósito de lutar pelo melhor para meu Estado, e dar a minha contribuição para o Amazonas. Sou deputado, ficarei até 31 de janeiro de 2019, e vou cumprir fielmente o meu mandato”, afirmou.

Homem de fé, David disse que entendeu os motivos porque não passou para o segundo turno. “Foi um propósito de Deus para que eu pudesse cuidar da minha mulher. Porque se ela ficasse aqui mais 48 horas, eu teria perdido ela. E Deus não me permitiu participar do segundo turno, para que eu pudesse cuidar da minha família, que estou fazendo muito bem. Que Deus abençoe todo o Estado do Amazonas”, finalizou.

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