Imagem: Defensor Carlos Almeida, Wilson Lima e Luiz Castro

A Justiça Eleitoral indeferiu o pedido de direito de resposta de Wilson Lima que contestava o vídeo em que o vice dele, o defensor Carlos Almeida, explica o pedido da indenização de R$ 50 mil às famílias dos presos que se mataram numa guerra de facções num presídio em Manaus. De acordo com a sentença, o vídeo representa o exercício jornalístico e o tem o direito de manifestar sua opinião.

“Não se vislumbra distorção na edição da entrevista concedida”, resumiu o juiz Victor André Liuzzi Gomes, na sentença.

“A propaganda impugnada não desbordou o limite do direito de liberdade de emanação do pensamento no bojo do processo democrático, porquanto trata-se do tão somente de crítica em relação à atuação, na qualidade de defensor público, do vice do candidato”, completou o magistrado.

Racha na campanha de Wilson Lima
Candidato a vice-governador na chapa de Wilson Lima, o defensor Carlos Almeida está sendo escondido da campanha e proibido de dar declarações públicas. Os dois têm um acordo para manter as aparências até o dia da eleição. Pessoas que trabalham na campanha comentam que o clima “azedou” e eles estão rompidos. Wilson tem perdido votos e caído nas pesquisas desde que estourou o escândalo do ‘Bolsa Bandido’ defendido por Carlos Almeida, o pagamento de R$ 50 mil para cada família dos presos que se mataram em guerra de facções dentro de presídios em Manaus, em 2017.

Wilson tenta agora se desvencilhar das declarações do vice, que defender o pagamento de R$ 2,7 milhões aos familiares de presos. O vice chegou a criticar, na TV Amazonas, as pessoas que são contrárias a indenização. “As pessoas acreditam que por serem presos os que foram assassinados que isso minoraria ou seria até justificável. Os comentários são os mais absurdos possíveis”, afirmou o vice de Wilson.

A queda de Wilson nas pesquisas, nos últimos dias, pode ser explicada por uma série de fatores: no primeiro turno, ele era o novo. Uma semana depois recebeu o apoio de políticos que ele mesmo chama de “velhos”, como o senador Omar Aziz, ferido com a prisão do irmão por suspeita de integrar a quadrilha que roubou R$ 500 milhões do Estado, do prefeito Arthur Neto e de todo o grupo que apoiou o ex-governador cassado José Melo.

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