O candidato ao governo do Amazonas, Wilson Lima (PSC) pediu à Justiça Eleitoral o cancelamento do debate com Amazonino Mendes (PDT), na noite desta quinta-feira, na TV Band Amazonas, oito dias após seus representantes assinarem uma ata em que confirmava presença e concordarem com as regras. Agora, ele alega que as regras não são claras. A Ata concordando com as regras e confirmando a presença foi assinada pela jornalista Nina Teodósio Mansur.

Wilson Lima alegou, agora, via os advogados, que, “em leitura atenta, é possível perceber que as regras determinadas a ditar o referido debate não se encontram tão claras”. O candidato, que no primeiro turno não reclamou das regras da Band Manaus, ao se juntar a outros candidatos contra Amazonino Mendes, agora também alega que o pai da candidata a vice -governadora de Amazonino, Francisco Garcia Rodrigues, é sócio da Radio e Televisão Rio Negro Ltda.

Wilson Lima também alegou que é provável que o candidato Amazonino compareça ao debate já detendo conhecimento sobre os temas a serem abordados, oportunidade totalmente impossível a este candidato. As regras do debate são claras e prevêem apenas perguntas entre os candidatos e perguntas de jornalistas a serem sorteadas entre os candidatos, o que não permitira saber antecipadamente para qual dos dois seriam feitas, mesmo que alguém desejasse.

A regra prevê que, se um dos candidatos não comparecer, o outro será entrevistado pelo mediador e pelos jornalistas da Band Amazonas, com o lugar do faltoso sendo mostrado pelas câmeras. Por isso, Wilson Lima pediu para que o debate seja cancelado, desta vez, pela primeira vez, na campanha, “fugindo” do confronto direto com Amazonino Mendes, num momento em que é atacado por ter afirmado que iria pagar indenizações a famílias de bandidos que se mataram no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em 2017, em Manaus.

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