O estado quer voltar a ser um dos principais destinos dos turistas chineses no Brasil

O governador do Amazonas, Wilson Lima, e o governador do Amapá, Waldez Góes, assinaram, nesta quinta-feira (15/08), no Ministério do Turismo, em Brasília, um memorando de cooperação entre os estados da Amazônia Legal e investidores chineses. A ideia é atrair turistas chineses para o Amazonas e demais estados além de promover o desenvolvimento sustentável e movimentar a economia por meio da cooperação com a empresa chinesa HRH Information Technologies Company e a Confederação Nacional de Serviços (CNS).

“O Amazonas tem um interesse muito grande nessa parceria e na assinatura desse convênio, porque o estado já chegou a ter em 2015 uma visitação anual de 17 mil turistas chineses e no ano passado caímos significativamente para 3 mil turistas. Nós estamos fazendo um trabalho de resgate desses turistas, entendendo a China como mercado importante nessa nossa relação, não só turística, mas também comercial, uma vez que há empresas chinesas no Distrito Industrial”, afirmou Wilson Lima.

A China foi a 16ª principal emissora para o Amazonas em 2018 com 3.001 turistas, sendo o segundo maior emissor asiático, tendo como principal motivação o turismo de lazer (85% dos turistas). O objetivo é dobrar o número de turistas chineses nos próximos três anos com a venda direta do destino, seus atrativos, hotéis, restaurantes, além de serviços para turistas da Ásia e de outros continentes.

“Nós percebemos que há condições de promovermos uma recuperação desse mercado. Os chineses tendem a ter um interesse muito grande por ecoturismo, turismo de aventura e nós temos todos atrativos para oferecê-los. A Amazônia esteve presente no estande do Brasil em maio no ITB China 2019, em Xangai, e foi um dos mais movimentados da feira, e, sem dúvida, eles vão optar muito pelo Amazonas como destino turístico nos próximos anos”, disse a diretora-presidente da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur), Roselene Medeiros.

Durante a assinatura no Ministério do Turismo, participaram o presidente da HRH, Yang Zhou, o diretor de Relações Internacionais e Novos Negócios da Confederação Nacional de Serviços (CNS), Dácio Pretoni, o secretário Nacional de Estruturação do Turismo, Robson Napier Borchio, além do secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jorio Veiga, e da diretora-presidente da Amazonastur, Roselene Medeiros.

Plataforma – Os investidores chineses querem incluir o Amazonas na plataforma HRH, que pretende se tornar a mais popular em turismo e e-commerce e conquistar grande parte dos 135 milhões de chineses que viajam pelo mundo. Por meio de aplicativo, os chineses podem buscar serviços em diversas áreas, especialmente no turismo, como a compra de passagens e reserva de hotéis em destinos parceiros da empresa, além da possibilidade de obter descontos em ingressos de atrativos e também na compra de passagens.

De acordo com os representantes, 300 mil pessoas já utilizam a plataforma, que foi criada em 2015. Mas a estimativa é que esse público se multiplique com a popularização da ferramenta, que passou a ter reconhecida pelo governo chinês.

Além da parceria com o Amazonas e os outros oito estados da Amazônia Legal, a HRH assinou, recentemente, parceria com o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul e Paraná.

“Através dessa plataforma, por exemplo, o turista que está indo ao estado do Amazonas poderá fazer uma reserva de hotel, poderá escolher um restaurante, ou seja, o que seria melhor de acordo com o interesse dele, se o ecoturismo, se o turismo de aventura. E ele vai poder fazer tudo isso através dessa plataforma e também acessar os serviços do Governo do Estado, como outras informações turísticas, serviços de segurança”, explicou Wilson Lima.

O governador do Amazonas destacou ainda que o estado já vem se preparando desde janeiro para receber ainda mais turistas da Ásia e outros continentes. “Nós já temos, inclusive, construído um roteiro turístico, com as principais atrações do estado, hotelaria, calhas de rio, todo esse levantamento em dez idiomas, como japonês e mandarim, o que vai facilitar e muito essa nossa parceria com essa empresa chinesa”, disse Wilson Lima.

FOTOS: DIEGO PERES/SECOM

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