O coronel da reserva Antônio Carlos Alves Correia, conhecido no YouTube como Carlos Alves, que se notabilizou nacionalmente depois de ofender a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Rosa Weber terá de utilizar tornozeleira eletrônica. A decisão é da 5ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A PF também cumpriu mandado de busca e apreensão na residência dele e apreendeu computadores e celulares. Além disso, ele está proibido de andar armado e possuir arma em casa, de se deslocar à cidade de Brasília, e deve se manter a pelo menos de 5 quilômetros de distância de todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do TSE e do ministro da Segurança Pública.

O militar reformado pode responder pelos crimes de difamação, injúria, constrangimento ilegal, ameaça, além de crimes previstos na Lei de Segurança Nacional.

No vídeo, o coronel faz ameaças a Rosa e critica o fato de ela ter recebido representantes do PT que foram ao TSE cobrar providências acerca da ação movida contra Bolsonaro porque ele teria se beneficiado de recursos de empresas que teriam comprado pacotes de mensagens para difamar o candidato adversário.

“Essa salafrária, essa corrupta, essa ministra corrupta e incompetente. Se ela fosse séria, patriótica e não devesse nada para ninguém, ela nem receberia essa cambada no TSE”, afirma Alves na gravação.

Em julho, o Ministério Público Militar havia encaminhado à Procuradoria-Geral da República pedido de providências contra o coronel da reserva Antônio Carlos Alves Correia por ofensas a autoridades do Executivo, Legislativo e Judiciário para apuração de eventuais crimes de competência da Justiça Federal.

Na quarta-feira (24/10), o coronel da reserva foi alvo de duras críticas de ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral por um segundo vídeo, no qual ofende a ministra Rosa Weber, presidente da Corte Eleitoral, e integrantes dos tribunais superiores.

Este é um dos quatro inquéritos abertos para apurar ameaças a Rosa Weber. Dois outros se referem a e-mails enviados ao tribunal com ataques à Rosa e um terceiro ao caso de uma mulher que fez xingamentos à ministra em frente à Corte.

Fonte: Portal do Jota

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