Ministro do TCU que mandou suspender propaganda do pacote anticrime já foi alvo da Lava Jato

Em maio deste ano, Edson Fachin arquivou suspeitas de caixa dois em relação ao ex-senador e atual ministro do TCU, Vital do Rêgo, que mandou suspender imediatamente a propaganda do pacote anticrime.
A parte que envolve indícios de corrupção e lavagem de dinheiro foi remetida à Justiça Federal do Paraná.

Após pedido do subprocurador-geral do Ministério Público, Lucas Furtado, o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, mandou suspender a campanha publicitária do pacote anticrime. A propaganda começou a ser veiculada na semana passada.

Segundo informações do G1, o pedido foi embasado por uma reportagem do jornal O Globo, que aponta que a campanha vai custar aos cofres públicos cerca de R$ 10 milhões. O subprocurador argumenta que “há possível direcionamento de verbas publicitárias em decorrência de interesses pessoais e ideológicos do governo”.

Com depoimentos de vítimas de violência, a campanha estava prevista para ficar até o final de outubro no ar. Agora, com a ordem de suspensão, o ministro Vital do Rêgo determinou que o secretário de Comunicação Social, Fábio Wajngarten, se manifeste em até 15 dias para apresentar o fundamento legal para os gastos com a campanha, o valor total previsto para a divulgação do pacote e o envio de uma cópia do processo licitatório que contratou a empresa responsável pelas ações de divulgação.

A publicidade foi feita para divulgar o pacote anticrime, proposto pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro. Entregue ao Congresso em fevereiro, o pacote propõe mudanças na legislação para tornar mais rígido o combate à corrupção, ao crime organizado e aos crimes violentos. A tramitação segue lenta na Câmara, com discussões ainda no grupo de trabalho que avalia o texto.

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