As advogadas da família do engenheiro Flávio Rodrigues dos Santos, 42, se pronunciaram nesta segunda-feira, 2, após a conclusão do inquérito policial que investigou a morte do engenheiro, ocorrida em setembro deste ano. Ele foi encontrado morto em um terreno no bairro Tarumã, zona Oeste de Manaus.

Segundo as advogadas Geysa Mitz Guimarães e Náiade Perrone, a família está satisfeita com o inquérito que foi “feito de forma imparcial”. Caso não tivesse sido, medidas administrativas e judiciais já teriam sido tomadas contra o processo.

Ao serem questionadas sobre quem seria o principal suspeito do crime, as advogadas foram enfáticas em declarar que a defesa não vê Alejandro como o autor do homicídio.

“Não elegemos o Alejandro como autor do homicídio. Durante todo esse tempo, nós permanecemos em contato com vocês[imprensa] de forma informal, mas não demos entrevistas, não falamos com a imprensa, nos resguardamos, para não atrapalhar as investigações. Não apontamos o Alejandro como culpado de forma alguma, isoladamente, como muitos falam. Mas confiamos e acreditamos no trabalho que foi desempenhado pela polícia”, explicou Geysa.

Alejandro foi indiciado por omissão, ou seja, por não ter feito nada para evitar o crime, conforme o inquérito policial. Durante as investigações foram levantadas hipóteses que apontavam Alejandro como o autor dos golpes e também mandante do crime, teses essas que foram descartadas pela polícia.

“Essas hipósteses foram descartadas pela polícia, mas de forma técnica. Todas foram apuradas, mas a respeito de como foram descartadas é uma série de fatos e provas dentro do inquérito que levaram a esse descarte”, disse Náiade.

A defesa vai aguardar a conclusão do Procedimento de Investigação Criminal (PIC) instaurado pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) para decidir os próximos passos.

*Prisão de Alejandro é política, diz Valois*

Para o advogado de defesa de Alejandro, Felix Valois, a prisão de Valeiko é uma perseguição política por ele ser enteado do prefeito de Manaus, Arthur Neto.

“A polícia diz que ele não fez nada e o indicia? Como é que é isso? Eu não encontro outra palavra na Língua Portuguesa para não dizer que é perseguição, no caso política, e o pior: por fato de terceiros, que ele mesmo não é político e o Arthur não é acusado de nada. Se o Alejandro não fosse enteado do prefeito, isso [o caso] não saía na quinta página de um jornal em duas colunas”, declarou em coletiva à imprensa, na última semana.

A defesa está aguardando a quebra do sigilo processual para que as informações sobre o caso se tornem acessíveis ao público e evitem as “fake news” que tem se espalhado.

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