AMAZONAS – Ex-Aliado de Amazonino, o deputado federal Pauderney Avelino (DEM), criticou o governador do Estado.

Nesta quinta-feira, 2, em evento na Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), chamou a atenção a postura crítica em relação ao chefe do executivo estadual.

        
Ao se dirigir ao secretário de Estado da Fazenda, Alfredo Paes, alfinetou: “Não se vanglorie de dizer aqui que o governador Amazonino com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no Supremo Tribunal Federal para defender o Amazonas. Não é verdade”, disse. “Entrou, mas não vai defender”, completou.
       
Pauderney estava se referindo à ação contra a Lei Complementar 160/2017, a lei da Convalidação de Incentivos Fiscais, em que o governo do Estado acionou o Supremo para assegurar as vantagens comparativas da Zona Franca de Manaus.
       
A Lei Complementar permite que os demais Estados e o Distrito Federal deliberem sobre incetivos fiscais , uma prerrogativa até então exclusiva da Zona Franca.
         
O deputado, que é presidente estadual do DEM, afirmou que são os parlamentares no Congresso Nacional que defendem os interesses do Amazonas. “Sobretudo nós, na Câmara, defendemos os interesses do nosso Estado”, afirmou.
         
Na sequência, Pauderney ainda criticou a contratação do escritório de advocacia de Ives Gandra, de São Paulo, que moveu a ação. “(Amazonino) gastou sabe Deus o quê com um advogado para fazer uma ação que nós sabemos que não vai dar em nada”, disparou.
      
“Eles me ajudam a governar”
    
No dia 11 de janeiro, quando apresentou o balanço dos cem primeiros dias à frente do governo do Estado, Amazonino chamou Pauderney Avelino e Hissa Abrahão para estarem ao seu lado.
     
Questionado sobre a presença de ambos, afirmou: “Eles me ajudam a governar”. A reunião foi marcada por declarações desastrosas do governador.
      
Pauderney vinha demonstrando grande influência no governo de Amazonino. Já no final de 2017, fontes do Palácio do Governo informaram que o líder do DEM na Câmara estava pressionando  o governador ) para obter o controle da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).
     
No início do ano,  a imprensa noticiou e o deputado tinha suas demandas priorizadas pelo executivo estadual na Secretaria. A Seduc tem o maior orçamento anual do Estado, mais de R$ 2,2 bilhões.
     
Ainda em janeiro, uma indicada pelo deputado federal e filiada ao DEM desde 2013, a professora Ana Maria Araújo de Freitas, foi nomeada para substituir a secretária executiva da Seduc na Capital, Maria Carneiro de Souza, 60 anos, morta em um grave acidente de trânsito quando passava férias no Nordeste, no dia 6 deste mês.
    
Chamou a atenção dos servidores da Seduc a rapidez pela qual foi avaliada e aprovada a nomeação de Ana Maria dentro do governo.
   
Dias depois, a professora foi exonerada.

Fonte: Amazonas1

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