Primeira-dama entrega cestas básicas e kits de higiene a indígenas venezuelanos

Em primeira agenda externa depois de tratamento e cura da Covid-19, a presidente do Fundo Manaus Solidária, a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro, visitou nesta quinta-feira, 30/7, o novo espaço de acolhimento da Prefeitura de Manaus voltado aos indígenas venezuelanos da etnia warao, localizado em um sítio no Tarumã-Açu, zona Oeste, onde também entregou cestas básicas e kits de higiene. No local, vivem 26 famílias, totalizando 160 indígenas acolhidos pelo município.

“Estamos acolhendo 160 pessoas, vimos visitá-las para dar o melhor que a prefeitura tem para essas famílias. Aqui estão recebendo todo acolhimento, são quatro refeições diárias, roupas, kits de higiene e cesta básica. Estamos fazendo o possível para acolher essas pessoas. Peço que eles cuidem desse lugar, mantendo limpo, íntegro, porque está alugado pela prefeitura, mas o espaço é para eles terem uma vida mais digna. O prefeito Arthur Virgílio Neto se preocupa diariamente com os indígenas que aqui estão e está fazendo o melhor para todos”, disse a primeira-dama Elisabeth Valeiko Ribeiro.

A visita também foi acompanhada pela coordenadora da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas (Tjam), desembargadora Joana Meirelles, que ressaltou a assistência prestada pela prefeitura. “Estou gratificada porque essas crianças atendidas aqui estão tendo um bom acompanhamento da Prefeitura de Manaus, que faz um trabalho para tirar elas das ruas, junto com outros órgãos, pois essa integração é necessária para que tenhamos um bom resultado na prática”, destacou Meirelles.

A integração entre os órgãos também foi ressaltada pela assistente sênior de proteção, Juliana Serra, do Alto Comissionado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), Organização das Nações Unidas (ONU). “São pessoas que precisam de ajuda, então é essencial que todas as instituições estejam bem alinhadas, trabalhando juntas para que consigam dar uma vida digna a essas pessoas. Em Manaus, desde 2017, no início do nosso projeto, temos muita sorte de ter o apoio da Prefeitura de Manaus trabalhando junto conosco e sempre fortalecendo essa resposta. Parabenizamos a prefeitura pelo belo trabalho em prol dos venezuelanos”, concluiu Juliana.

“Estamos muito satisfeitos pelo alojamento, que tem toda a estrutura necessária para nossas famílias, como banheiro, área de lazer, espaço para as redes. Agradecemos a visita da primeira-dama, que mostrou que se preocupa com a gente, da etnia warao”, disse Marcelino Moraleda, um dos moradores do novo abrigo.

Doações

Na ocasião, foram distribuídos produtos doados à Prefeitura de Manaus pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Ao todo, 2.800 cestas básicas e 4.100 kits de higiene foram repassados pelo país norte-americano e os primeiros beneficiados são as famílias de venezuelanos da etnia warao, que vivem em vulnerabilidade.

A cesta básica recebida pelos moradores do abrigo possui 11 itens, como arroz, feijão, macarrão, farinha, café, entre outros. Já os kits de higiene são compostos por papel higiênico, água sanitária, sabonete, sabão em barra, desinfetante, álcool em gel 70%, esponja dupla face e detergente.

A ação foi realizada de forma conjunta entre a Casa Militar, por meio da Secretaria Executiva de Proteção e Defesa Civil e Guarda Municipal, a Secretaria Municipal da Mulher, Assistência Social e Cidadania (Semasc) e Fundo Manaus Solidária. Outras doações, feitas pela Embaixada norte-americana e recebidas pela Casa Militar, serão realizadas até o dia 7 de agosto.

Desmobilização

O novo espaço de acolhimento recebeu os primeiros acolhidos no último dia 14. A mudança fez parte do plano de desmobilização gradativa do período emergencial da pandemia de Covid-19, coordenado pela Semasc, onde cinco espaços de acolhimento provisórios e uma área de isolamento para indígenas warao foram implantados como medida emergencial, no intuito de conter o avanço da doença na população vulnerável de refugiados.

O abrigo teve reconhecimento da ONU, respaldando a resposta do município ao fluxo de deslocamento de refugiados. O local tem uma área de seis mil metros quadrados e conta com três redários, 22 banheiros, refeitório para 120 pessoas sentadas, quadra de esporte, cisterna de 200 mil litros para abastecimento, salão de reunião para 200 pessoas sentadas e prédio com área administrativa – sala de escuta qualificada, atendimento psicossocial, sala de coordenação, sala de reunião e sala compartilhada entre os parceiros. O espaço está localizado em uma área verde com local para organização comunitária das mulheres waraos artesãs.

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Texto – João Pedro Figueiredo / Semcom

Com informações da Assessoria da Casa Militar e Semasc

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