Após dirigir o filme do assaltante de banco, formador de quadrilha, Carlos Marighella, o ator esquerdista Wagner Moura inventa o “mimimi do medo” de voltar ao Brasil

O ator e esquerdista pesolista político Wagner Moura está no Festival de Cinema de Sydney, na Austrália. Lá, o ator concedeu entrevista ao The Daily Telegraph e disse que está com receio de voltar para o Brasil. “Pela primeira vez na vida, senti que poderia estar em perigo”, declarou. O ator insistiu que não deixará suas preocupações de segurança impedi-lo de voltar, mas que isso pode mudar se “as coisas aumentarem ainda mais”.

No ano de 1967, mais uma vez liberto, resolveu romper com o marasmo dos comunistas para formar com outros companheiros dissidentes a Ação Libertadora Nacional. Essa organização clandestina teria como principal objetivo treinar grupos guerrilheiros com o objetivo de formar um expressivo movimento armado urbano. Após treinar os guerrilheiros na zona rural, o segundo objetivo era arrecadar meio milhão de dólares com a realização de uma série de assaltos a banco na cidade de São Paulo. Na primeira ação, conseguiu pilhar 10 mil dólares de uma instituição bancária da época. Contudo, a penosa missão de manter esse grupo sob a onipresente repressão militar foi se tornando cada vez mais difícil, principalmente, pela falta de preparo de seus comandados. No ano de 1968, um militante capturado por policias confirmou Carlos Marighella com um dos articuladores daquela onda de assaltos.

Wagner Moura dirigiu o filme Marighella, que conta a história do assaltante de banco, marginal, baderneiro, guerrilheiro e formador de quadrilha que lutou contra o regime militar no Brasil entre 1964 e 1985.

“Eu estava preparado para o filme polarizar as pessoas e para as críticas, mas não estava preparado para nossos distribuidores não terem coragem de lançar o filme”, afirmou ao The Daily Telegraph.

 

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