Wilker sugere à Prefeitura de Manaus a compra de vitaminas C e D para distribuição na Atenção Básica de Saúde

Parlamentar solicitou que a Comissão de Saúde da Aleam formalize o pedido à Prefeitura para que os vitamínicos sejam ofertados para a população nas UBSs.

Em audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Amazonas (CSP-Aleam) nesta terça-feira (12/01), o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) sugeriu que a Prefeitura de Manaus faça a compra de vitaminas C e D para ofertar na rede de Atenção Básica de Saúde do município. O parlamentar solicitou, ainda, que os suplementos sejam incluídos na lista de medicamentos distribuídos à população para o combate e prevenção do novo Coronavírus (Covid-19).

A sugestão de Wilker ocorreu após o coordenador do gabinete de crise da Secretaria Municipal de Saúde, Dr. Djalma Coelho, afirmar que as vitaminas C e D auxiliam no aumento da imunidade e no fortalecimento do organismo, contribuindo para a não replicação viral da Covid-19 no corpo humano. No entanto, os vitamínicos não fazem parte atualmente da lista de 59 medicações realizadas pela Atenção Básica de Saúde. “A vitamina C melhora a imunidade e quando você tem estoques elevados de vitamina D, você tem uma barreira que impede a penetração do vírus no meio intracelular, que é onde ele se multiplica”, explicou o médico.

Para o deputado, é fundamental que o Executivo municipal faça a aquisição das vitaminas para garantir a imunidade da população e, assim, possa ajudar as famílias mais carentes no combate à pandemia.

“Nós estamos numa pandemia e com um índice de desemprego alarmante, o comércio entrando em colapso. Uma vitamina efervescente em qualquer farmácia é R$ 15, por isso, peço que a Comissão de Saúde possa formalizar que o município faça a compra direta de vitaminas, usando o princípio da calamidade pública para que possamos distribuir nas 18 unidades de saúde”, explicou Barreto.

Sem quantitativo de leitos

Ainda na reunião da Comissão, Wilker questionou o secretário de Estado de Saúde (SES), Marcellus Campêlo, sobre o número de novos leitos ofertados nos hospitais que estão recebendo pacientes para o tratamento da Covid-19. Entretanto, o gestor não soube informar o quantitativo de expansão. “A gente pode contabilizar isso, deputado”, disse o secretário.

Para Barreto, a indefinição e o trabalho do Governo em converter leitos que serviam para outros tratamentos, e não focar em realmente oferecer novas estruturas, é uma atitude grave.

“Com todo respeito, se vossa excelência não tiver isso na cabeça, é um erro grave, Secretário. Afinal, as outras doenças não param. Somente frisar em converter leitos existentes à Covid-19 não é o ideal, pois está faltando para o tratamento do vírus e das outras enfermidades, como aqueles que têm hipertensão, câncer, diabetes, entre outros. É preciso abrir realmente novos leitos”, alertou o parlamentar.

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