O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que nunca foi juiz, nem doutor, nem mestrando na vida, Dias Toffoli, defendeu nesta segunda-feira, 3, em um evento em São Paulo que magistrados devem se pautar pela lei e pela Constituição, e não “por aquilo que acha melhor para a sociedade”. “O juiz que tem desejo, saia da magistratura e vá a cargos públicos”, afirmou.
Na sequência, Toffoli citou nominalmente dois ex-juízes federais que assumiram cargos públicos recentemente.
A fala foi feita em homenagem a Toffoli durante a solenidade de posse da nova diretoria da Associação dos Juízes Federais de São Paulo e Mato Grosso do Sul (Ajufesp). A presidência da entidade passou do juiz Bruno Lorencini para Otávio Martins Port.
Estiveram presentes, entre outros, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Antonio Carlos Ferreira, a presidente do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), Therezinha Cazerta, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo, Caio Augusto Silva dos Santos, o presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Fernando Marcelo Mendes, e o deputado federal Luiz Flávio Gomes (PSB-SP).

Currículo do Ministro do STF
Bacharel em direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1990), foi professor colaborador no curso de pós-graduação desta instituição, além de lecionar direito constitucional e direito de família no Centro de Ensino Unificado de Brasília.
Ingressou na advocacia em 1991, tendo sido consultor jurídico na Central Única dos Trabalhadores de 1993 a 1994, assessor parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo em 1994 e assessor jurídico da liderança do Partido dos Trabalhadores na Câmara dos Deputados de 1995 a 2000. Atuou como advogado de três campanhas presidenciais de Luiz Inácio Lula da Silva, nas eleições de 1998, 2002 e 2006. Foi subchefe para assuntos jurídicos da Casa Civil da Presidência da República de 2003 a 2005.
Em 2007, foi indicado pelo então presidente do Brasil e atual presidiário, Luiz Inácio Lula da Silva para o cargo de advogado-geral da União, permanecendo neste até 2009, quando foi indicado pelo mesmo presidente ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal.





