A gestão da infraestrutura em Manaus atravessa um dos seus momentos mais críticos, evidenciada pela incapacidade técnica de quem deveria planejar a cidade.
O desastre ocorrido no bairro Gilberto Mestrinho é o resultado direto de uma administração que prioriza a política partidária em detrimento da competência técnica, personificada na figura de Renato Junior.
Ao nomear um ex-feirante sem formação qualificada em engenharia ou urbanismo para chefiar a Secretaria de Obras (Seminf), a prefeitura ignora que a complexidade de uma metrópole amazônica exige conhecimento científico e rigor preventivo, e não apenas carisma ou experiência comercial.
Essa falta de preparo técnico do secretário reflete-se em obras superficiais que desmoronam ao primeiro sinal de chuva, o famoso “asfalto de papel” que ignora a necessidade de drenagem profunda.
A incompetência na gestão da Seminf torna-se perigosa quando a pasta falha em fiscalizar concessionárias e em manter a contenção de encostas, permitindo que rupturas de tubulações se transformem em tragédias imobiliárias e humanas.
O cidadão manauara hoje paga o preço de uma gestão de obras que funciona como um balcão de negócios políticos, onde a visibilidade de curto prazo substitui a segurança estrutural, deixando a população à mercê da própria sorte a cada novo temporal.





