Ataques de portais ligados à Semcom de Camila Silva contra Fametro e Maria do Carmo não irão tirar o CRM da filha do Prefeito. Nem a interferência do CRM; entenda

Por que o CRM não pode ser cassado ou impedido?

O cenário educacional e político de Manaus foi sacudido esta semana por uma onda de ataques coordenados que, segundo denúncias, teriam partido da Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom). O alvo principal são duas das maiores instituições de ensino superior do Amazonas: a Fametro e a Universidade Nilton Lins. O pretexto utilizado foi o desempenho técnico no Enamed, mas os bastidores revelam uma trama que mistura estratégia eleitoral e profundas incoerências familiares.

O “Teatro” da Comunicação Pública

De acordo com denúncias que circulam nos bastidores da capital, a Semcom, sob a gestão de Camila Silva, teria orquestrado uma ofensiva midiática para amplificar resultados negativos das instituições. O objetivo seria atingir diretamente a reitora da Fametro, Maria do Carmo Seffair, pré-candidata e adversária política da atual gestão municipal.

O uso da máquina pública para desqualificar instituições que formam milhares de amazonenses é classificado por observadores como um “espetáculo vergonhoso”. O ataque não mira apenas a gestão das faculdades, mas tenta manchar a credibilidade de profissionais já formados e de alunos que buscam o sonho da medicina.

A Incoerência: O exemplo que vem de casa

A narrativa de que o ensino nestas instituições seria “insuficiente” esbarra em um fato incontestável: o próprio prefeito de Manaus, David Almeida, confiou a formação médica de sua filha, Fernanda Aryel, à Fametro.

A pergunta que ecoa é simples: se a qualidade da instituição é tão questionável a ponto de motivar ataques da secretaria de comunicação, por que o chefe do executivo escolheu esse mesmo local para a educação de sua herdeira? A contradição sugere que a qualidade da faculdade só passou a ser alvo de críticas no momento em que os interesses políticos mudaram de lado.

Por que o CRM não pode ser cassado ou impedido?

Enquanto o Conselho Federal de Medicina (CFM) e o sindicato local tentam emplacar a narrativa de que médicos podem ficar sem registro devido às notas do Enamed, juristas alertam para a fragilidade dessa tese:

Direito Adquirido: Não existe lei federal que condicione a emissão do CRM à nota da instituição no Enamed.

Impossibilidade de Punição Individual: O entendimento jurídico atual é que o aluno não pode ser penalizado individualmente por uma avaliação que é institucional.

Liminares Garantidas: O histórico judicial demonstra que tentativas de barrar registros profissionais por critérios extracurriculares são rapidamente derrubadas na justiça.

Contexto: A manobra do CFM e Simeam

Publicações recentes indicam que o CFM articula medidas jurídicas para impedir o registro de médicos formados em cursos com nota 1, como Fametro e Nilton Lins. A proposta conta com o apoio de Mario Vianna, presidente do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam). No entanto, para além da discussão técnica, o uso dessa pauta como arma política pela Semcom revela um desrespeito com professores e alunos.

O povo do Amazonas sabe distinguir o que é preocupação com a saúde pública de quem vive de fazer teatro com o dinheiro dos impostos.

Texto: RonaldAleixo – Pós-graduado em Jornalismo Digital, Investigativo e de Dados e filiado a Fenaj.

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