Em Tefé, PC-AM prende mulher apontada como mandante de tortura contra homem e por comandar o tráfico de drogas

A vítima foi brutalmente espancada com um pedaço de madeira em uma comunidade do município

FOTOS: Divulgação/PC-AM

Policiais civis da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Tefé (a 523 quilômetros de Manaus) prenderam, na quinta-feira (29/01), uma mulher, de 29 anos, apontada como autora do crime de tortura contra um homem de 36 anos. Ela também foi autuada por tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. A prisão ocorreu na comunidade São Francisco, zona rural do município.

De acordo com o delegado Renato Ferraz, as diligências tiveram início após o recebimento de denúncias informando que a vítima havia sido brutalmente espancada na comunidade e estava sendo socorrida para o Hospital Regional de Tefé.

“As denúncias apontavam ainda que a agressão teria sido ordenada pela mulher, identificada como mandante da tortura, a qual também seria responsável por comandar o tráfico de drogas na região da Comunidade São Francisco”, relatou o delegado.

Diante das informações, a equipe policial deslocou-se imediatamente ao hospital, onde constatou a veracidade dos fatos. No local, a vítima confirmou ter sido violentamente agredida e apontou a mulher como mandante das agressões, informando que o crime teria sido motivado por um suposto furto que lhe foi atribuído.

“A vítima relatou ainda que foi agredida com um pedaço de madeira, sofrendo lesões graves. Com base nos relatos e diante da gravidade dos fatos, os policiais seguiram até a comunidade e efetuaram a prisão da suspeita em sua residência”, detalhou Ferraz.

Durante a ação, foram apreendidos uma pedra de pasta base de cocaína, 27 trouxinhas de skunk, R$ 1.132 em moedas fracionadas, uma balança de precisão e uma espingarda calibre .20 sem registro legal.

A mulher foi presa em flagrante pelos crimes de tortura, tráfico de drogas e posse irregular de arma de fogo. Ela foi conduzida à unidade policial para os procedimentos legais e permanece à disposição do Poder Judiciário.

“A resposta rápida da Polícia Civil foi fundamental para interromper uma sequência de crimes graves e evitar que práticas de justiça com as próprias mãos se consolidem. Não será tolerado que pessoas imponham violência para manter domínio criminoso sobre comunidades”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil do Amazonas reforça a importância das denúncias anônimas, que foram decisivas para a identificação da autora e para a repressão imediata de ações criminosas que atentam contra a dignidade humana e a ordem pública.

 

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