O Vasco da Gama deu o que falar nesta manhã de quinta-feira (5). O lateral-esquerdo Cuiabano, que brilhou no Botafogo em 2024 mas “bateu e voltou” na Inglaterra, desembarcou no Galeão para vestir a Cruz de Malta. A chegada, cercada de expectativa, traz de volta ao Rio um jogador que provou ser decisivo, mas os números da transação acendem o sinal de alerta para quem cuida das finanças do clube.
Um Empréstimo de Milhões
O “Gigante da Colina” vai desembolsar nada menos que 1 milhão de euros (cerca de R$ 6,2 milhões) apenas para ter o atleta até dezembro deste ano. Para um contrato de menos de um ano, é um investimento pesado. Se quiser ficar com o jogador em definitivo ao fim da temporada, o Vasco terá que coçar o bolso ainda mais: a opção de compra está fixada em 10 milhões de euros (R$ 62 milhões).
É o tipo de aposta “tudo ou nada”. O Vasco paga caro pelo talento de um jogador que foi peça-chave nos títulos do Brasileiro e da Libertadores pelo rival Botafogo, mas que não encontrou seu espaço no Nottingham Forest.
O Fator Diniz e a Pressão das Arquibancadas
Cuiabano chega dizendo que está pronto para o combate, tendo atuado recentemente pelo sub-21 na Inglaterra. Mas a pergunta que não quer calar nos botequins de São Januário é: Fernando Diniz saberá usar a peça? Apesar das cobranças e da instabilidade, a diretoria mantém o treinador no cargo. Agora, com um reforço desse quilate financeiro, a margem de erro de Diniz encolheu. Cuiabano mencionou que vai “conversar com o treinador para ver o que ele pensa”, mas a torcida não quer saber de filosofia de jogo; quer saber de resultado imediato para justificar o investimento milionário.
Olho Vivo
No Portal Chumbo Grosso, a gente não se ilude com “aeroporto cheio”. O futebol brasileiro virou um balcão onde se paga preço de Europa por jogadores que retornam após poucos meses. Cuiabano tem bola para ser titular absoluto, mas a diretoria do Vasco está colocando uma carga pesada de responsabilidade sob os ombros do lateral e do técnico.
Que o futebol de Cuiabano seja tão grande quanto as cifras envolvidas, porque, caso contrário, a conta vai chegar — e o torcedor já está cansado de pagar o pato por planejamentos caros e resultados escassos.





