MANAUS – O presidente da escola de samba A Grande Família, Cleildo Barroso, conhecido como “Caçula”, de 34 anos, foi preso nesta quinta-feira (5), em Manaus. Ele é suspeito de agredir sua ex-esposa, a passista Marryeth Figueiredo, de 29 anos. Esta é a segunda vez que o dirigente é detido pelo mesmo motivo em menos de dois meses; em janeiro, ele chegou a ser preso, mas foi liberado após o pagamento de fiança.
A Operação Policial
A prisão foi efetuada por agentes da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM). Além do mandado de prisão, a Justiça expediu um mandado de busca e apreensão cumprido na sede da escola de samba, localizada no bairro São José, na Zona Leste da capital.
Vídeos registrados pela Polícia Civil mostram o momento em que Barroso foi conduzido pelos agentes dentro da sede da agremiação. Ele não ofereceu resistência. O suspeito agora responderá por:
Violência doméstica
Violência psicológica
Perseguição (stalking)
De acordo com relatos feitos por Marryeth Figueiredo nas redes sociais, as agressões teriam sido motivadas por ciúmes. A vítima afirmou ter sido agredida com tapas dentro de um veículo e, posteriormente, derrubada no chão e ameaçada de morte com uma faca na residência do ex-marido.
“Nada justifica agressão. Nada. Ninguém tem o direito de bater em nenhuma mulher”, desabafou a passista em suas redes.
Marryeth conseguiu escapar após pedir socorro. Vizinhos ouviram os gritos e acionaram a Polícia Militar. A vítima também alega que o ex-companheiro possui um histórico de violência contra outras mulheres.
Posicionamento das Defesas
Em nota anterior, a defesa de Cleildo Barroso sustentou que o caso deveria ser tratado com discrição por se tratar de uma “situação de natureza íntima” e ressaltou que o episódio não possui relação com o cargo ocupado por ele na escola de samba. Informaram ainda que os esclarecimentos serão prestados apenas às autoridades.
Já a defesa da vítima havia solicitado ao Ministério Público do Amazonas (MPAM) a conversão da liberdade em prisão preventiva, argumentando que a soltura concedida em janeiro era inadequada diante dos riscos.
Nota da Escola de Samba
O G.R.C.E.S. A Grande Família manifestou-se por meio de nota, distanciando a instituição dos atos de seu presidente:
“A responsabilidade por atos individuais não pode ser atribuída à escola como entidade. A agremiação reafirma o compromisso com o respeito, a cultura, o samba e a dignidade da comunidade.”





