MANAUS – O início do ano legislativo na Câmara Municipal de Manaus (CMM), nesta segunda-feira (9), foi marcado por um cenário de intensa polarização e episódios de hostilidade. Durante a leitura da Mensagem Governamental pelo prefeito David Almeida (Avante), um tumulto envolvendo o vereador Rodrigo Guedes (Podemos), manifestantes e supostos aliados da gestão municipal tomou conta das dependências da Casa.
O Pivô do Conflito
A confusão teve início quando feirantes da Feira do Santo Antônio tentaram exibir faixas cobrando a conclusão das obras de reforma do local — promessa que se arrasta desde 2021. Segundo o vereador Rodrigo Guedes, o grupo foi abordado de forma agressiva por funcionários comissionados da Prefeitura de Manaus, que tentaram impedir o protesto e remover o material de manifestação.
Em suas redes sociais, Guedes subiu o tom das críticas e identificou pessoas envolvidas no episódio. Segundo o parlamentar, a mulher de um dos vice-líderes do prefeito na Câmara teria participado diretamente da tentativa de “ocultar” as faixas.
“Não adianta os portais de aluguel quererem tentar distorcer a verdade. Hoje em dia está tudo filmado. A mulher que queria sumir com a faixa do feirante é esposa de um dos vice-líderes do Prefeito”, afirmou o vereador, referindo-se ao vereador Gilmar Nascimento.
Claque e Pressão Política
Guedes denunciou ainda a presença massiva de cargos comissionados — estimando entre 400 a 500 pessoas — enviados à CMM para atuar como “claque” em apoio ao prefeito, dificultando o acesso e a manifestação de cidadãos comuns.
Enquanto o lado de fora da Câmara era tomado por faixas de apoio à gestão municipal, o lado de dentro vivia momentos de “tiro, porrada e bomba”, como descreveu o parlamentar em tom de indignação ao relatar o embate físico e verbal para garantir o direito de protesto dos feirantes.
Promessas Atrasadas
A revolta dos feirantes do Santo Antônio tem base no histórico da obra. Anunciada em setembro de 2021 com prazo de entrega de seis meses, a reforma sofreu sucessivos atrasos, agravados por um incêndio em 2023. Atualmente, os trabalhadores relatam condições precárias, incluindo infiltrações e riscos na rede elétrica, contrastando com o discurso oficial de entregas da prefeitura.
Até o fechamento desta edição, a assessoria do vereador Gilmar Nascimento e a Secretaria Municipal de Comunicação (Semcom) não haviam se manifestado oficialmente sobre as acusações de envolvimento de familiares e comissionados no incidente.
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