
Por Redação 30 de janeiro de 2026 | 14h49
O apresentador Joe Rogan, dono de um dos podcasts mais ouvidos do mundo, criticou a organização do Globo de Ouro após revelar que se recusou a pagar uma taxa para concorrer à categoria inaugural de podcasts da premiação.
Em episódio recente de seu programa, “The Joe Rogan Experience”, Rogan explicou que os organizadores pediram que ele submetesse formalmente o programa para avaliação, mas exigiram uma taxa de inscrição de US$ 500 (aproximadamente R$ 2.500).
“Muita gente pergunta: ‘Por que Joe Rogan não foi indicado? Por que Amy Poehler ganhou?’. Eu simplesmente não me inscrevi”, afirmou Rogan. “Eles me pediram para me inscrever e disseram que eu teria que pagar 500 dólares para a papelada ou algo assim. Eu disse não.”
Audiência x Premiações
Líder de audiência no Spotify há anos e com passagens pelo topo dos rankings da Apple e YouTube, Rogan argumentou que o alcance de público é mais relevante do que troféus da indústria. “Você não pode me dizer que eu não ganhei. Estou em primeiro lugar há seis anos consecutivos”, disparou o apresentador. “De repente, você vai participar de uma competição diante de pessoas de smoking e eles vão dizer que você não é mais o número 1?”
A categoria foi vencida pela comediante Amy Poehler, com o podcast “Good Hang”. A escolha gerou debates nas redes sociais, já que o programa de Poehler tem menos de um ano de existência, enquanto outros concorrentes estão no ar há mais tempo.
Apesar das críticas ao sistema de indicação, Rogan defendeu a vitória da colega: “Tenho certeza de que é bom. Se fosse ruim, dariam para outra pessoa, certo?”.
Contexto da Categoria
Além de Poehler, a categoria contou com indicados de peso como “The Mel Robbins Podcast”, “SmartLess”, “Up First” e “Armchair Expert”, de Dax Shepard. Outro destaque foi o “Call Her Daddy”, de Alex Cooper, conhecido por entrevistar figuras políticas como Michelle Obama e Kamala Harris.
A ausência de Rogan da lista de indicados já havia sido alvo de críticas por outros nomes da mídia americana, como o apresentador Bill Maher, que afirmou que a premiação vive em uma “bolha” ao ignorar o podcast mais popular da atualidade por questões burocráticas.




