DESCASO NA ZONA SUL (VÍDEO): Chuvas voltam a alagar Betânia e moradores cobram promessas de David Almeida e Renato Jr

Manaus, 20 de janeiro de 2026 – O cenário de guerra urbana após as chuvas voltou a se repetir no bairro Betânia, zona Sul de Manaus. Na última segunda-feira, a Rua 31 de Março, uma das principais vias da comunidade, transformou-se em um rio caudaloso, deixando moradores ilhados, comércios fechados e um rastro de destruição. O episódio reacende o debate sobre a ineficiência das obras de drenagem e o silêncio da prefeitura após a reeleição do atual gestor. 

O Caos na 31 de Março
O temporal que atingiu a capital foi suficiente para transbordar as galerias da Rua 31 de Março em poucos minutos. Veículos que tentaram atravessar a via ficaram retidos, e o transporte público precisou desviar as rotas, isolando parte da comunidade. Segundo relatos de residentes, a água subiu a um nível que superou as muretas de contenção construídas improvisadamente nas portas das casas.

“O asfalto que fizeram aqui é só casca de ovo. Por baixo, os bueiros estão todos entupidos. A gente paga imposto para ver a nossa geladeira e os nossos móveis boiando de novo”, desabafou um morador que preferiu não se identificar.

Um Histórico de Obras Abandonadas
A situação da 31 de Março não é um caso isolado. Na Rua Vicente Reis, o cenário é de completo abandono. Uma obra de infraestrutura iniciada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) em 2023 foi interrompida sem explicações, deixando crateras e lamaçal que, com a chuva de ontem, agravaram os riscos de desabamento e doenças.

Especialistas em urbanismo apontam que o bairro sofre com o “efeito represa” da Bacia do Igarapé do Quarenta. Sem a limpeza regular do leito e a ampliação das galerias profundas, qualquer chuva moderada causa o refluxo de esgoto para dentro das residências.

Promessas de reeleição em xeque
Durante o pleito municipal, a promessa de “soluções definitivas para as áreas de alagação” foi um pilar da campanha do atual prefeito. No entanto, o que se vê na Betânia é a continuidade de medidas paliativas, como a construção de passarelas de madeira provisórias, em vez de engenharia de drenagem robusta.

A comunidade agora se organiza para protocolar uma denúncia coletiva no Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM), exigindo um cronograma real de finalização das obras e indenização pelos danos materiais sofridos ontem.

Atualizado em 20 de janeiro.

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