MANAUS (AM) – O início do ano letivo de 2026 na rede pública estadual do Amazonas está sendo marcado por uma crise no abastecimento de merenda escolar. Segundo denúncias formais do Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom Sindical), diversas unidades de ensino estão sendo obrigadas a liberar alunos antes do horário previsto devido à ausência de refeições.
O Gargalo Financeiro
De acordo com a entidade sindical, o problema não é apenas logístico, mas financeiro. Relatos de gestores escolares indicam que o Governo Wilson Lima possui pendências de pagamento junto às empresas terceirizadas responsáveis pelo preparo e fornecimento dos alimentos. Sem receber, as empresas teriam interrompido o envio de insumos básicos para as cozinhas das escolas.
Impacto nas Escolas de Tempo Integral
A situação é ainda mais crítica nas Escolas Estaduais de Tempo Integral (EETI). Como essas unidades dependem obrigatoriamente da oferta de almoço para manter os estudantes em jornada ampliada, muitas estão operando em horário parcial. Um exemplo citado é o de uma escola no bairro Japiim, onde a precariedade na alimentação já vinha sendo relatada desde o ano passado e se agravou em fevereiro deste ano.
Gestores sob pressão
A denúncia traz um dado alarmante: para evitar que os alunos fiquem sem nenhuma alimentação, alguns diretores de escolas estariam recorrendo a recursos próprios para comprar mantimentos básicos. A Asprom Sindical protocolou pedidos de esclarecimento junto à Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e ao Conselho de Alimentação Escolar (CAE), classificando a situação como uma “violação do direito constitucional à alimentação”.
Silêncio Oficial
Até o momento, a Secretaria de Estado de Educação (Seduc), sob a gestão da secretária Arlete Mendonça, não emitiu uma nota oficial detalhando o cronograma de pagamentos aos fornecedores ou uma data para a normalização do abastecimento. Enquanto isso, o calendário escolar segue prejudicado e as famílias dos estudantes aguardam uma solução imediata.





