VÍDEO: Em entrevista recente ao jornalista Edivan Farias , Plínio Valério reafirma foco no Senado e critica entraves à BR-319

MANAUS – Em entrevista recente ao jornalista Edivan Farias, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) reforçou sua postura combativa em relação aos temas que dominam a agenda política do Amazonas. Entre críticas à gestão ambiental federal e a definição de seus próximos passos eleitorais, o parlamentar descartou qualquer candidatura ao Governo do Estado ou à Câmara dos Deputados, reafirmando que sua prioridade absoluta é a reeleição ao Senado Federal.

O “Gargalo” da BR-319

O asfaltamento da BR-319 voltou a ser o centro do discurso de Valério. Para o senador, a demora na conclusão das obras não é apenas uma questão técnica, mas um reflexo de “discriminação” contra a região Norte.

“Não estamos brigando por uma estrada nova, estamos brigando pelo asfaltamento de uma via que já existe”, pontuou o parlamentar.

Plínio direcionou críticas severas à atuação de ONGs internacionais e à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, alegando que uma “narrativa externa” impede o desenvolvimento logístico do estado, ferindo o direito constitucional de ir e vir dos amazonenses.

Cenário Eleitoral e Críticas a Analistas

Questionado sobre as projeções que dividem as vagas do Senado entre “direita e esquerda”, o senador minimizou as nomenclaturas ideológicas. Segundo ele, o eleitor do Amazonas busca representatividade e coragem, citando nomes históricos como Jefferson Péres e Artur Neto para ilustrar o perfil de senador que a população costuma referendar: aquele que atua de forma independente à “máquina pública”.

O senador também aproveitou para alfinetar analistas políticos de grandes centros, como Rio de Janeiro e São Paulo, afirmando que muitos desconhecem a realidade local e a história política do estado ao tentarem prever os resultados das urnas.

Realidade Social

Ao final, Plínio Valério trouxe um dado alarmante para a discussão pública, lembrando que cerca de 60% da população do Amazonas vive hoje abaixo da linha da pobreza. O senador fez um apelo para que o eleitorado não se deixe levar por “promessas vãs” e mantenha uma postura participativa e vigilante em relação aos seus representantes em Brasília.

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