O roteiro parecia de gala, mas terminou em pesadelo para a Nação. Diante de um Mané Garrincha lotado com mais de 71 mil pessoas, o Flamengo viu o investimento de milhões de euros ir pelos ares. Na decisão da Supercopa do Brasil, o Rubro-Negro foi derrotado pelo Corinthians por 2 a 0, acumulando mais um vice-campeonato e reacendendo a incômoda piada do “cheirinho”.
O peso dos milhões e a falha do jogador com status de craque
A grande expectativa da tarde recaiu sobre Lucas Paquetá. Contratado a peso de ouro para ser o diferencial técnico da equipe, o meia entrou no segundo tempo sob aplausos, mas saiu como o rosto da derrota.
Aos 48 minutos da etapa final, quando o jogo ainda estava 1 a 0, Paquetá teve a chance que justificaria cada centavo de sua transferência milionária. Após cruzamento e uma sobra viva na pequena área, o camisa 10, livre e sem goleiro, conseguiu o que parecia impossível: chutou por cima do travessão. O lance, classificado como “ridículo” por torcedores nas redes sociais, foi o golpe de misericórdia na confiança rubro-negra.
Domínio inútil e castigo nos acréscimos
O Flamengo até tentou. Teve bola na trave com Pulgar e pressão constante com as entradas de Bruno Henrique e De la Cruz. No entanto, a equipe demonstrou a mesma apatia de outras finais recentes, dominando a posse de bola, mas falhando miseravelmente na hora de decidir.
Enquanto o Rubro-Negro desperdiçava chances claras, o Corinthians foi cirúrgico. Gabriel Paulista abriu o placar no primeiro tempo e, aos 52 minutos da etapa final — logo após o erro bizarro de Paquetá —, Yuri Alberto fechou a conta em um contra-ataque veloz, driblando Rossi com um balão desconcertante.
Mais um vice para a galeria
O revés em Brasília é um balde de água fria em uma diretoria que apostou alto no mercado de transferências para evitar o fracasso de temporadas anteriores. Com o apito final, o que se viu foi a festa corintiana e o silêncio de uma torcida que já não aguenta mais ver o time “chegar” e não levar.
O Flamengo sai de campo com um recorde de público no bolso, mas com o peso de uma derrota que coloca em xeque o custo-benefício de suas estrelas.





