A Secretaria de Estado de Energia, Mineração e Gás (Semig) destacou o anúncio do ciclo de investimentos de US$ 100 milhões da Mineração Taboca, previsto até 2028, como um marco para o fortalecimento do setor mineral no Amazonas. O aporte será direcionado à modernização, expansão e aumento da capacidade produtiva das operações da empresa no estado, reforçando o protagonismo do Amazonas na cadeia global de minerais críticos e impulsionando o desenvolvimento econômico regional.
Os investimentos anunciados pela Mineração Taboca marcam uma nova fase da companhia após a China Nonferrous Trade Co. Ltd. assumir a gestão da mineradora e têm como objetivo dobrar a capacidade produtiva das operações de mineração, beneficiamento e metalurgia, com foco em inovação tecnológica, eficiência operacional e sustentabilidade. As ações abrangem pesquisa mineral, modernização das plantas de processamento e ampliação das fundições, acompanhando o crescimento da demanda global por minerais estratégicos.
Para o secretário de Estado de Energia, Mineração e Gás, Ronney Peixoto, o anúncio reforça o protagonismo do Amazonas no setor mineral brasileiro.
“Investimentos dessa magnitude demonstram a confiança no potencial mineral do Amazonas e na segurança institucional do Estado. A Mineração Taboca contribui diretamente para o desenvolvimento regional, geração de emprego e fortalecimento da cadeia produtiva mineral, alinhando crescimento econômico com responsabilidade socioambiental”, afirmou o secretário.
De acordo com o vice-presidente executivo da Mineração Taboca, José Flávio Alves, o novo ciclo representa um avanço decisivo para a operação no Amazonas.
“Este ciclo de investimentos representa um passo fundamental na concretização dos nossos planos de ampliação da competitividade da Mina de Pitinga (AM). Mais do que aumentar a nossa capacidade, este aporte impulsionará a economia do Amazonas e fortalecerá o papel do Brasil na cadeia global de minerais críticos”, destacou.
Pesquisa mineral, plantas e fundições
Do total anunciado, US$ 25 milhões serão destinados à pesquisa mineral, com foco na ampliação dos recursos da Mina de Pitinga, no reprocessamento de rejeitos — alinhado à economia circular — e no desenvolvimento de novos alvos estratégicos, como a região de Água Boa. Além do estanho, nióbio e tântalo, a operação apresenta potencial para minerais associados à transição energética, como zircônio e háfnio.
Outros US$ 20 milhões serão aplicados na atualização das plantas de beneficiamento, com diagnóstico de processos, testes metalúrgicos e modernização de equipamentos, visando ganhos de eficiência, automação e qualidade operacional.
E as fundições receberão investimentos da ordem de US$ 43 milhões, com conclusão prevista até 2027. As melhorias irão ampliar a capacidade produtiva, elevar a eficiência energética e reforçar o alinhamento ambiental das unidades metalúrgicas, incluindo a fundição de tântalo e nióbio em Pitinga e a fundição de estanho em Pirapora do Bom Jesus (SP).
Amazonas no centro da estratégia mineral
Além dos investimentos produtivos, a Taboca prevê US$ 12 milhões em ações de ESG (ambiental, social e governança), com melhorias em infraestrutura, condições de trabalho e fortalecimento do relacionamento com comunidades e trabalhadores.
Localizada em Presidente Figueiredo, município do Amazonas (distante 117 quilômetros de Manaus), a Mina de Pitinga desempenha papel estratégico no fornecimento de minerais essenciais para a indústria global, ao mesmo tempo em que impulsiona o desenvolvimento socioeconômico regional, gerando emprego, renda e arrecadação para o estado do Amazonas.





