A análise técnica dos dados de execução orçamentária de janeiro de 2026 confirma uma omissão deliberada da Secretaria Municipal de Comunicação (SEMCOM). Enquanto agências intermediárias foram beneficiadas com repasses vultosos, o Portal Chumbo Grosso (CNPJ 22.353.229/0001-42) e outros veículos de imprensa foram completamente excluídos do cronograma de pagamentos.
Os registros oficiais revelam uma grave distorção no fluxo financeiro da Prefeitura, fundamentada em três pontos críticos:
1. O “Vácuo” nos Repasses Diretos
O Portal da Transparência atesta a liquidação de dezenas de milhões de reais destinados às agências Thera, Digital e Mene Portella. No entanto, não existe qualquer registro de que esses valores tenham chegado ao seu destino final: os veículos de mídia que efetivamente veicularam as campanhas. O dinheiro “desaparece” assim que entra nas contas das agências.
2. Grave Suspeita de Desvio de Finalidade
Há indícios contundentes de que os recursos destinados à quitação de serviços publicitários — como as campanhas “IPTU Premiado”, “Manaus 356 Anos” e “Boi Manaus” — foram desviados de sua função original. A retenção ou redirecionamento desses valores configura improbidade administrativa, uma vez que a verba saiu dos cofres públicos com destino carimbado, mas não foi entregue aos prestadores de serviço.
3. Manipulação da Prioridade Orçamentária
Os extratos de janeiro de 2026 expõem que a SEMCOM blindou apenas a Folha de Pagamento e encargos sociais (INSS/Manausprev). Ao fazer isso, a gestão atropelou a ordem cronológica de pagamentos, ignorando dívidas líquidas e certas do último trimestre de 2025, o que sufoca financeiramente a imprensa local de forma seletiva.
CONCLUSÃO: A PROVA DO CALOTE INSTITUCIONAL
Os dados cruzados corroboram a denúncia do jornalista Ronaldo Aleixo. A Prefeitura de Manaus efetuou o pagamento às agências, mas o recurso não chegou ao destino final. Ressaltamos que não procuramos os citados para esclarecimentos, uma vez que todos os dados aqui apresentados estão públicos e disponíveis para consulta de qualquer cidadão no Portal da Transparência.





