Com medinho de ser preso o jornalista esquerdista Glenn Greenwald pediu habeas corpus preventivo

O advogado Rubens Rodrigues Francisco, diretor da ONG Provitimas, entregou na sexta-feira 2 ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de habeas corpus preventivo em favor do jornalista Glenn Greenwald, editor do site The Intercept Brasil, que tem tido embates com o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Justiça, Sergio Moro, e Operação Lava em razão da divulgação de mensagens trocadas pelos membros da força-tarefa de combate à corrupção.

Mais um show de armação será?

Greenwald afirmou, por meio de sua conta no Twitter, que não teve participação na iniciativa. “Não fiz o pedido de habeas corpus. Alguém fez no meu nome, sem minha autorização ou conhecimento. Meus advogados já estão avisando o STF que não queremos ou precisamos (do recurso). Acredito na Constituição Brasileira e na liberdade de imprensa”.

O pedido, segundo a coluna Ancelmo Góis, do jornal O Globo, cita como ameaça concreta ao jornalista a portaria 666, editada por Moro, que discorre sobre o “ingresso, a repatriação e a deportação sumária de pessoa perigosa ou que tenha praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal”.

Em meio à polêmica criada pela portaria, Bolsonaro afirmou que ela não tinha como objetivo pressionar Greenwald por causa da divulgação das mensagens e disse que ele não seria deportado. “Talvez pegue uma cana aqui no Brasil”, declarou.

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