O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai cumprir a promessa de colocar um ministro “terrivelmente evangélico” no Supremo Tribunal Federal. E o escolhido, como previsível, é um pastor fiel ao projeto de governo bolsonarista.
O presidente afirmou em reunião ministerial nesta terça-feira (06) que indicará o atual Advogado-Geral da União, André Mendonça, à vaga do ministro Marco Aurélio Mello no Supremo Tribunal Federal.
Além da formação como advogado, André é um ferrenho pastor e também tapou o buraco deixado por Moro como ministro da Justiça por um período de meses no governo Bolsonaro. Mendonça, que costuma dizer que Bolsonaro é um “escolhido de Deus” para governar o Brasil, defendeu recentemente, perante os juízes do STF, a liberação de cultos religiosos durante o ápice da pandemia, sendo inclusive motivo de chacota pelos argumentos.
Natural de Santos, no litoral paulista, o advogado de 48 anos é formado pela Faculdade de Direito de Bauru, no interior de São Paulo. Tem também o título de doutor em Estado de Direito e Governança Global e mestre em Estratégias Anticorrupção e Políticas de Integridade pela Universidade de Salamanca, na Espanha.
Mendonça atua na Advocacia-Geral da União (AGU) desde 2000. Na instituição, exerceu os cargos de corregedor-geral e de diretor de Patrimônio e Probidade, dentre outros. Em 2019, ele assumiu o comando da AGU com a chegada de Bolsonaro à presidência, mas não ocupou apenas este cargo desde então.





