O setor de eventos e cultura cresceu 6,5% ao ano, até 2019. E também foi um dos mais afetados durante a pandemia. Mesmo com o avanço da vacina, o retorno deste segmento têm sido gradual e ainda precisa de iniciativas para alavancar sua retomada, como aponta a pesquisa de dimensionamento econômico da indústria de eventos do Brasil, realizada pela Associação Brasileira de Promotores de Eventos(Abrape), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), e Universidade Federal Fluminense (UFF). Em Manaus, um projeto inédito, chamado “Nosso som tá on”, é um dos exemplos de alternativas para o reaquecimento do setor.
Segundo o estudo, o segmento movimentou mais de R$ 209,2 bilhões de reais, o que representa uma participação de 4,32% do PIB nacional. A pesquisa cita ainda que são mais de dois milhões de empregos diretos e indiretos gerados e mais de 60 mil empresas envolvidas em toda a cadeia de serviço. Esse estudo diagnóstico aponta de forma fundamentada como a cadeia profissional e mercadológica da cultura e eventos encontra-se profundamente prejudicada. O que gerou paralisação e a falta de oportunidade de emprego e renda para profissionais da cultura e eventos, como: artistas, técnicos, produtores, artistas visuais, músicos. Além dos trabalhos diretos, os eventos culturais e artísticos movimentam inúmeros trabalhadores de outros setores, como alimentação, logística e segurança, por exemplo.
Amazonas
Editais de cultura e editais emergenciais, entre eles a Lei Aldir Blanc, impulsionaram as atividades no setor. No Amazonas, uma iniciativa inédita movimentou parte da cadeia produtiva cultural através do projeto Nosso Som tá ON, realizado pela Associação Cultural Movimento Amigos do Garantido (MAG) com apoio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), através do projeto de emenda parlamentar do Vereador Chico Preto.
O projeto é uma iniciativa para valorizar os artistas, técnicos, produtores, entre tantos outros profissionais, que fazem parte dessa cadeia produtiva que hoje, por conta da pandemia, ainda está sem grandes oportunidades de trabalho. Na música, o projeto está disponível para assistir no canal do Youtube Nosso Som tá ON.
Apresentado por Oyama Filho e Rayssa Santos, o projeto reúne quatro shows gravados com os artistas: Guto Lima, Márcio Cigano, Carlinhos do Boi, Israel Paulain e Jocy Carvalho. Além das bandas Alaídenegão, Família Seven e Banda Impakto. As gravações foram feitas em Manaus (AM), com profissionais regionais e seguiram todos os protocolos de segurança estabelecidos pelos órgãos e autoridades de saúde, realizado sem público presente e com equipe reduzida, sendo obrigatório o uso de máscara, álcool gel, distanciamento, entre outros.
O primeiro vídeo conta com shows de Guto Lima e Márcio Cigano. O segundo reúne Banda Impakto e Alaídenegão. O terceiro show reúne nomes como Carlinhos do Boi e Israel Paulain. E encerrando a playlist de vídeos: Jocy Carvalho e Família Seven.
Opinião dos artistas
Em entrevista para a apresentadora Rayssa, o vocalista da Alaídenegão, Davi Escobar, ao lado do guitarrista Rafael Ângelo falaram sobre como foi o período que ficaram sem grandes oportunidades de shows e eventos por causa da pandemia. Eles contaram sobre o álbum Cantos da Beira, lançado em maio deste ano pelo grupo para celebrar 13 anos de carreira, que reuniu nomes como Márcia Nôvo, Marcelo Nakamura e outros.
“Foi muito bom poder fazer este projeto, rever os amigos da música, pois ainda estamos em período de pandemia. Queríamos muito poder gravar com o público. Conseguimos e fizemos do jeito que era possível. Estávamos desde o carnaval de 2020 sem tocar, então tivemos um hiato até a gravação do projeto, que foi em dezembro daquele ano”, destaca Davi.
Para o guitarrista, foi um projeto para dar um gás nas atividades. “Estávamos há muito tempo sem tocar e nos reunimos. Nesse sentido foi muito bom pra gente”, complementou Rafael.
Segundo episódio do Nosso Som tá ON
Onde assistir: no canal do Youtube (https://bityli.com/0Mjbwe)





