O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o seu colega de chapa, Geraldo Alckmin (PSB), passaram as duas últimas semanas se dedicando a encontros com empresários e representantes do mercado financeiro. As reuniões fazem parte de nova ofensiva para tentar conquistar apoio da classe mais alta, na qual o presidente Jair Bolsonaro (PL) aparece em vantagem nas pesquisas de intenção de voto.
Após conversas individuais e, pelo menos, quatro jantares, o petista se queixou de dificuldades para fazer a classe empresarial “entender que existe pobreza e fome” no país.
Nos encontros, Lula tem repetido que bancos lucraram como nunca em seu governo e insistido na tese de que é necessário distribuir renda para fortalecer a economia com a criação de mercado consumidor. O petista, no entanto, reclama que sempre esbarra no mantra entoado por empresários de respeito ao teto de gastos e política fiscal severa.
“Quando a gente vai discutir a política social, o que sobra é o bagaço”, reclamou o petista. “Nós temos metas de inflação, ótimo. Nós queremos baixar o juro, ótimo! Mas nós precisamos falar de política social”, apontou, em entrevista concedida à rádio Metropole FM, de Salvador, na última sexta-feira (1/7).
“Você faz reunião com empresário e eles só falam de política fiscal, política fiscal, política fiscal e teto de gastos.”





