Marina Silva confirma a REDE como oposição a Bolsonaro, só esqueceram de avisar o Wilson Lima no Amazonas

A ex-ministra do Meio Ambiente e candidata derrotada na eleição presidencial deste ano, Marina Silva (Rede), maior apoiadora da chapa Wilson Lima no Amazonas, utilizou seu Twitter para reiterar sua oposição ao gooposição de Bolsonaro, que tomou posse nesta terça-feira. Segundo Marina, embora os planos do novo governo ainda não sejam claros, “premissas e alguns anúncios danosos e sinalizações controversas já indicam seu rumo”.

“Reitero minha posição de estar na oposição ao governo Bolsonaro de maneira responsável e democrática. Os planos do novo governo ainda são uma grande interrogação, mas suas premissas e alguns anúncios danosos e sinalizações controversas já indicam seu rumo”, escreveu a ex-ministra em seu perfil na rede social.

Marina Silva
Marina Silva, que foi candidata à presidência pela Rede Foto: Clayton de Souza/Estadão

“A democracia não escapa à democracia, ela é sempre o espelho da vontade soberana da maioria, mesmo que não nos identifiquemos com aquilo que vemos nela refletido.

Por isso, respeito a posse de Bolsonaro, a despeito da divergência que tenha às suas ideias e orientação política.”

Seu partido, a Rede, elegeu apenas uma deputada e, por causa da cláusula de desempenho, não deve ter acesso ao fundo partidário a partir deste ano. Para contornar o problema, a legenda estuda uma união com o PPS.

Wilson Lima que foi apoiado pelos simpatizantes de Bolsonaro confirmou Luiz Castro da REDE como seu secretário de Educação. Alias a própria Marina veio a Manaus declarar o apoio do partido a chapa
“Fundamental em todas as escolhas foi a capacidade técnica. Todos os nomes apresentados têm conhecimento das áreas em que atuarão, o que me deixa confortável para assegurar que estamos montando uma equipe capaz de grandes realizações”, afirmou o governador eleito.

O problema será convencer a equipe do PSL no Amazonas que passará o relatório de quem é quem no Estado para o presidente eleito.

Fonte: Estadão

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