Homens devem ter atenção a sintomas de ISTs

Lista de infecções sexualmente transmissíveis que podem acometer os homens é extensa. Informação sobre os principais sintomas é essencial

Foto: Nik Shuliahin / Unsplash

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de um milhão de novos casos de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) são contraídos todos os dias no planeta. Um dos principais motivos que fazem os índices subirem é a falta de procura dos homens por exames de rotina em consultórios de urologia, seja por falta de informação, tabu ou preconceito.

As doenças podem apresentar sintomas diversos ou agirem de forma silenciosa. Esse foi, inclusive, um das razões que fizeram com que a terminologia Doença Sexualmente Transmissível (DST) fosse substituída para Infecção Sexualmente Transmissível (IST), pois ressalta a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir mesmo sem apresentar nenhum sinal ou sintoma.

Para grande parte das infecções, o uso de preservativos durante a relação sexual pode ser a maneira mais eficaz para evitar a disseminação. É o que ocorre, por exemplo, com candidíase, gonorreia, sífilis e clamídia. Além da proteção durante o ato sexual e da consulta frequente ao urologista, o conhecimento sobre as principais infecções pode ajudar na procura por diagnóstico e tratamento.

Principais ISTs e seus sintomas

Há diversos tipos de infecções sexualmente transmissíveis e cada uma age de forma diferente no organismo. Algumas dessas doenças podem acometer tanto o homem quanto a mulher e ser propagadas pelo contato sexual, beijo ou pelo toque em um local de ferida exposta.

O avanço da tecnologia e da medicina possibilitou que a cura de algumas ISTs fosse possível, já para outras há tratamentos específicos capazes de amenizar os sintomas do paciente e do parceiro que, por ventura, esteja contaminado.

Candidíase

Segundo o Ministério da Saúde, a candidíase é uma infecção causada pela presença do fungo Candida albicans. Embora seja uma doença popular entre as mulheres, essa condição também pode atingir os homens.

Entre os principais sintomas da candidíase estão a coceira, vermelhidão e inchaço na região do pênis. No entanto, segundo o órgão, a infecção também pode se tornar evidente em outros locais do corpo masculino, como virilha, boca e dedos dos pés.

O tratamento para a doença, de acordo com o Ministério da Saúde, pode ocorrer por meio de pomadas e cremes a serem aplicados diretamente na região ou com medicamentos antifúngicos na forma de comprimidos.

HPV

HPV é uma sigla em inglês para o Papilomavírus Humano, um vírus que, segundo o Ministério da Saúde, age na pele ou na mucosa oral, genital e anal de homens e mulheres. O diferencial dessa IST é que o micro-organismo pode ficar latente no corpo durante meses e anos sem apresentar nenhum sintoma.

No entanto, de acordo com o Ministério da Saúde, pessoas com imunidade baixa podem notar a presença de pequenas lesões como verrugas nas regiões íntimas que causam ou não coceira.

O tratamento costuma ser individualizado e orientado pelo médico conforme o quadro do paciente. O órgão alerta que a melhor forma para frear o vírus é a vacina, distribuída gratuitamente pelo SUS para crianças dos 9 aos 14 anos, pessoas com HIV e pacientes transplantados na faixa etária de 9 a 26 anos.

Cancro mole

O cancro mole é uma doença mais comum em homens e mais frequente em países tropicais. Segundo o Ministério da Saúde, essa IST é transmitida pela relação sexual sem proteção e pode provocar o surgimento de pequenas feridas com a presença de pus nas áreas genitais e nódulos na virilha.

O tratamento para cancro mole é normalmente feito por uso de antibióticos orientados pelo médico urologista ou infectologista. Além disso, os cuidados de higiene são essenciais para evitar as chances de novas infecções.

Gonorreia

Segundo o Ministério da Saúde, a gonorreia é uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae que provoca sintomas como dor ao urinar, febre e corrimento amarelado no pênis que surgem cerca de três dias após uma relação sexual sem proteção com uma pessoa infectada.

O tratamento dessa IST também costuma ocorrer com o uso de antibióticos que agem como defensores contra a bactéria no organismo. Conforme orienta o Ministério da Saúde, o tratamento de gonorreia deve ser direcionado ao paciente e suas parceiras ou parceiros sexuais que apresentarem sintomas.

Clamídia

A clamídia também é provocada pela presença de uma bactéria. Segundo o Ministério da Saúde a responsável pela IST é a Chlamydia trachomatis que, na maioria das vezes, age de forma silenciosa.

No entanto, em alguns casos os pacientes apresentam corrimento no pênis, inchaço nos testículos, caroços na virilha e ardor ao urinar. Assim como ocorre com a gonorreia, o tratamento também é feito à base de antibióticos. Além disso, recomenda-se a suspensão de atos sexuais durante o período de medicamentação.

Sífilis

Podendo apresentar diferentes estágios e manifestações no organismo, a sífilis é uma IST causada pela bactéria Treponema pallidum. Segundo pontua o Ministério da Saúde, no primeiro e no segundo estágio ocorre uma maior incidência de transmissão, majoritariamente durante a relação sexual.

A sífilis terciária, de acordo com o órgão, é a forma mais grave da doença e se não houver tratamento pode causar lesões e até mesmo morte. Os sintomas variam conforme os estágios, mas podem ser marcados por feridas, caroços na virilha, dor de cabeça, mal-estar e febre.

Hepatite

Segundo o Ministério da Saúde, a Hepatite B é causada por um vírus pertencente à família Hepadnaviridae e pode ser transmitida por meio da saliva, sêmen e secreções vaginais durante a relação sexual.

Essa IST possui evolução silenciosa e quando há a presença de sintomas, os pacientes relatam cansaço, tontura, enjoo, febre e dor abdominal. Além do uso de preservativos, a vacina também é uma das formas mais eficazes de prevenir a doença.

HIV

O HIV é o vírus da Aids, doença infecciosa que ataca o sistema imunológico e pode ser transmitida por sangue, esperma ou secreção vaginal. Os sintomas mais comuns são fraqueza, febre, emagrecimento, dores de cabeça e diarreia. De modo geral, o corpo fica mais suscetível a outras infecções que podem se agravar.

O portador dessa IST pode transmiti-la mesmo sem apresentar nenhum sinal da doença. A Aids não tem cura, mas pode ser controlada com o uso de medicamentos antirretrovirais.

O que fazer em casos de suspeita

Diferentes órgãos ligados a área da saúde orientam que ao perceber os primeiros indícios de sinais de infecções, o paciente deva procurar por orientação profissional especializada. O diagnóstico precoce de ISTs pode minimizar o risco de agravar os sintomas.

O Ministério da Saúde pontua ainda que os homens devem manter a frequência no urologista pelo menos uma vez no ano, ter relações sexuais com proteção, tomar as vacinas contra as doenças e manter a regularidade nos exames de rotina.

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