Em seu primeiro período no Palácio do Planalto, Lula manteve o tripé macroeconômico do governo do antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com câmbio flutuante, metas fiscais e metas de inflação. A partir do segundo mandato, o petista deu uma guinada marcada pela deterioração das contas públicas, expandindo os gastos e afrouxando a política fiscal.
Na conversa com o Metrópoles, Maílson da Nóbrega disse que a abertura de espaço no Orçamento para despesas com o Bolsa Família fora do teto de gastos é “justificável” neste momento, mas deveria vigorar por um período bem mais curto do que os quatro anos pretendidos pelo próximo governo.
“Isso cria margem para contabilidades criativas. E daqui a quatro anos, na eleição presidencial, se o candidato do PT, que pode ser o próprio Lula, estiver atrás nas pesquisas, ele pode dobrar o valor do Bolsa Família para ganhar a eleição”, afirmou o ex-ministro.
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