Mais dois mato-grossenses foram exonerados da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). As demissões de Enoque da Silva Sampaio e Álvaro Luis de Carvalho Peres foram publicadas em edição extra do Diário Oficial da União, nessa segunda-feira (23).
Enoque ocupava o cargo de coordenador regional do Norte de Mato Grosso e Álvaro era coordenador regional Xavante. Eles se juntam ao coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena de Cuiabá, Audimar Rocha Santos.
Além dos mato-grossenses, também foram exonerados outros 52 coordenadores ligados à saúde e à assistência aos povos indígenas no País.
Foram exonerados coordenadora regionais de Campo Grande, Dourados, Ponta Porã, Alto Purus, Manaus, Rio Negro, Alto Solimões, Amapá, Tapajós e Baixo Tocantins.
As demissões em cargos de coordenação dos distritos indígenas ocorrem após o presidente Lula visitar as terras dos Yanomâmis, em Roraima, e constatar a situação de deficiência sanitária em que vivem os índios.
Quem foi exonerado:
Tatiana Marques Garcia (coordenadora regional de Campo Grande – MS);
Valdir Roloff (coordenador regional de Dourados – MS);
Jose Patta Moreira (coordenador regional de Ponta Porã – MS);
Alvaro Luis de Carvalho Peres (coordenador regional de Xavante – MT);
Enoque da Silva Sampaio (coordenador regional do Norte de Mato Grosso – MT);
Jose Ciro Monteiro Junior (coordenador regional de Alto Purus – AC);
Fernando Queiroz de Freitas (coordenador regional do Médio Purus – AM);
Francisco de Souza Castro (coordenador regional de Manaus – AM);
Feliciano Borges Neto (coordenador regional do Rio Negro – AM);
Jorge Gerson Baruf (coordenador regional do Alto Solimões – AM);
Ilton Lima da Silva (coordenador regional do Amapá e Norte do Pará – AP);
Martim Correia de Freitas (coordenador regional do Tapajós – PA);
Adalberto da Conceição Oliveira Bezerra (coordenador regional do Baixo Tocantins – PA);
Emergência no território Yanomâmi
Lula visitou as terras Ianomâmis neste fim de semana e constatou a situação de deficiência sanitária em que vivem os índios.
O petista disse que atuará para sanar o garimpo ilegal na região. O presidente também afirmou que a Polícia Federal irá investigar possíveis crimes ambientais cometidos na terra.
O Governo Federal também decretou, na sexta-feira (20), uma portaria que declara emergência de saúde pública na Terra Indígena Yanomâmi.





