Para abrir uma CPI, são necessários pelo menos 27 votos – este é o número-chave da votação pela presidência do Senado, na avaliação de integrantes do STF.
Os bolsonaristas já tem 30 votos e vão ter uma capacidade muito grande de abrir qualquer CPI.
Segundo fontes uma ala da Corte tem feito campanha com parlamentares para convencê-los de que a manutenção de Pacheco ao cargo é fundamental para o distensionamento da crise política e a pacificação entre os poderes.
Segundo apoiadores de Rogério Marinhom, eles afirmam que ele reúne hoje mais de 35 votos do seu lado.
Ainda que consiga ser reconduzido ao cargo, Pacheco não conseguiria impedir um eventual pedido de abertura de CPI contra o Judiciário, caso a oposição bolsonarista ao governo Lula reúna ao menos 27 assinaturas.
Bolsonaro
A campanha de Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado conta agora com um reforço vindo dos EUA. Desde a sexta-feira, 27, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está na Flórida, começou a telefonar para aliados pedindo que votem em Marinho e, principalmente, “contra o PT”, na quarta-feira, quando haverá eleições para a presidência da Câmara e do Senado.
Foi o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, quem solicitou a ajuda. Ex-ministro do Desenvolvimento Regional, Marinho vai desafiar o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que é candidato à reeleição e concorre com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do PT. Corre por fora o senador Eduardo Girão (Podemos-CE), que se lançou como avulso e é visto como linha auxiliar de Marinho.
A trinca do Centrão, formada por PP, PL e Republicanos, oficializará neste sábado o bloco pró-Marinho. Os três partidos reúnem 23 senadores e, para ser eleito, o candidato precisa de 41 votos.





