Alckmin recebe policiais penais para discutir Ministério da Segurança Pública

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) recebeu, na tarde de quinta-feira, em Brasília, representantes da Federação Nacional dos Policiais Penais para discutir a recriação do Ministério da Segurança Pública e o reforço do SUSP, reivindicações apresentadas por entidades de segurança em carta aberta da segurança pública endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Durante o encontro, Alckmin se comprometeu em enviar o documento ao chefe do Executivo.

A reunião tratou de diversas demandas dos servidores da segurança pública, dentre as quais a criação de um piso nacional para a categoria. “Viemos explicar ao vice-presidente a necessidade de termos uma estrutura específica para cuidar da política de segurança, pois é preciso coordenar uma unificação de dados e recursos para todas as forças de segurança nos Estados e municípios”, disse Fábio Jabá, que também é presidente do Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional de São Paulo (SIFUSPESP).

Alckmin disse no encontrou que tomou conhecimento da carta pela imprensa, e elogiou o aceno de representantes da segurança pública ao governo, convidando ao diálogo. “Todos somos responsáveis pelo país que desejamos, e viemos aqui demonstrar ao governo que temos como contribuir para a construção de uma nova política pública de segurança, que priorize o bem-estar do cidadão dentro do Estado Democrático de Direito”, acredita Alancarlo Fernet, tesoureiro do SIFUSPESP, também presente à reunião.

Os sindicalistas pedem ainda que o Governo Lula trabalhe para o fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP) e a criação do piso nacional da segurança, o que acabaria com diversas disparidades regionais, como a que faz com que estados ricos, como São Paulo, tenha um dos piores salários do país para as polícias civil, militar e penal. “O dia 08 de janeiro nos ensinou que temos que reconstruir o diálogo entre diferentes para acabar com a radicalização. Só a união de esforços vai nos ajudar a superar esse momento de divisão e isso passa por construir, dentro das corporações, um ambiente com espírito democrático, mas que também faça essa pessoa se sentir pertencente ao serviço público”, conclui Jabá.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui