
O Ministério da Saúde começou a distribuir seis mil testes rápidos de malária dentro de seis regiões na Terra Indígena Yanomami.O trabalho faz parte das ações emergenciais diante da grave crise humanitária no território, que é o maior do país.
A expectativa é que o número de testes seja usado durante dez dias de ações dos agentes de saúde, com a entrega de novos kits a partir do envio de novos profissionais da Força Nacional do SUS. Além disso, o envio de remédios para o tratamento da doença ocorre de forma contínua.
“Foram definidos os pontos iniciais em que haverá o uso dos testes. Serão eles: Auaris, Surucucu, Missão Catrimani, Maloca Paapiú, Kataroa e Waphuta“, informou o enfermeiro e responsável pelo núcleo 5 de combate a doenças em eliminação do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, Alex Bauman.
O especialista explica que o plano foi elaborado pelo Centro de Operações de Emergência (COE) Yanomami, devido a importância de se diagnosticar rapidamente os casos de contaminação.
“Os testes rápidos foram escolhidos devido a facilidade de uso e o peso – sendo mais leve, é mais fácil viabilizar o envio para as áreas remotas”, pontua.
Ponto de apoio do Programa Nacional de Prevenção e Combate da Malária (PNCM), Brenda Coelho explica que os testes serão usados em 100% da população dos pontos definidos no Plano.
“Mesmo os pacientes assintomáticos serão testados. Assim teremos uma análise mais precisa da situação nas aldeias. E o teste é simples: o agente coleta uma gota de sangue do paciente e utiliza um reagente para identificar a doença”, conta.
No entanto, nos casos de pacientes com recaída no tratamento de malária, também será possível realizar o teste da gota espessa. “Esse é o teste padrão ouro em nível nacional, ele é mais específico nos resultados, com o número, por exemplo, de parasitas gametócitos”, explicou.




