Temos ou não livre-arbítrio?

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livre-arbítrio se trata da liberdade que se tem para escolher, escolhendo em função do próprio desejo. Assim, uma pessoa tem a possibilidade de decidir por qual caminho quer seguir, que comida quer comer, se vai ou se fica, etc., tudo devido ao livre-arbítrio.

A expressão é utilizada por diversas religiões, como o cristianismo, o espiritismo, o budismo, a Umbanda etc.

No cristianismo – É um Princípio Eterno

“Podes escolher segundo tua vontade, porque te é dado” (Moisés 3:17). Deus nos disse, por intermédio de Seus profetas, que somos livres para escolher o bem ou o mal. Podemos escolher a liberdade e a vida eterna, seguindo Jesus Cristo.

Santo Agostinho escreveu em sua obra (de conjunto com seu amigo Evódio) “De Libero Arbitrio” de 395 D.C., em forma de diálogo. O jovem Agostinho escreveu-o em três volumes, um em 387-389 em Roma, depois de seu batismo, e os outros dois entre 391 e 395, depois de sua ordenação sacerdotal na África.

Este livro de Agostinho sobre a liberdade de vontade e encaminha várias teses a respeito da liberdade humana, abordando a origem do mal moral. O autor começou “De Libero Arbitrio” como parte de uma série de obras contra o maniqueísmo e argumentou em favor de aspectos do ceticismo.

Nele, Agostinho desafiou o determinismo no primeiro volume e investigou as condições da existência de Deus e do conhecimento nas outras duas partes.

No espiritismo

O livre arbítrio é um elemento fundamental da Doutrina Espirita. De acordo com o Espiritismo, o livre arbítrio é uma das propriedades fundamentais do Espírito. Os atos que praticamos nos tornam responsáveis por seus efeitos.

Não existe destino e nem predestinação, existe o livre-arbítrio. O nosso futuro é construído através das suas escolhas diárias. E é através do controle sobre nossos pensamentos e o cuidado com nossas ações, que o espírito determinam seu futuro.

A liberdade de fazer ou não alguma coisa, seguir um determinado caminho ou evitá-lo é o livre arbítrio.O espírita sabe que os atos praticados não foram predeterminados e que é responsável pelas suas escolhas. Por tanto, o livre-arbítrio é desenvolvido com o crescimento do conhecimento, gerando o acréscimo de responsabilização dos atos praticados.

Para Benjamin Libet o o livre arbítrio é uma ilusão. Não existe!

Livre arbítrio seria a capacidade de tomar decisões por conta própria, a capacidade de escolher como agir e se comportar. Um famoso e polêmico estudo de neurociência do norte-americano Benjamin Libet, da Universidade da Califórnia, de 1983, diz que o livre arbítrio é uma ilusão. Não existe!

Na Umbanda

Na Umbanda, TODOS nós temos livre arbítrio, liberdade de pensar, de agir, desde que tenhamos a vontade de fazê-lo. O livre arbítrio não significa que possamos fazer tudo doa quem doer. O meu direito vai até onde inicia o direito do outro. Nenhum mentor da Umbanda fará qualquer ato que contrarie o livre arbítrio individual ou de terceiros a partir da solicitação de um indivíduo que, por sua vez, exercita o seu livre arbítrio. A submissão a Lei de causa e efeito, o respeito ao merecimento e a preservação incondicional do livre arbítrio de cada cidadão são as bases que a Umbanda se alicerça para fazer a sua magia e praticar a caridade. (texto União da Luz).

No Budismo

Uma compreensão Budista moderna do “livre arbítrio” não foca na questão se a vontade é condicionada por causas e condições prévias, mas na extensão em que nós temos liberdade para tomar decisões que são condutivas à nossa própria felicidade e à felicidade genuína dos outros. Tais escolhas são condicionadas, com certeza, somente por sabedoria e compaixão, ao invés de desejo, hostilidade e ilusão. Meditações praticadas com a mente ordinária são conduzidas para dentro do campo de interações causais, levando à liberdade cada vez maior para fazer escolhas sábias. (trecho do Buda Virtual)

Quais os tipos de livre-arbítrio?

A expressão livre-arbítrio costuma ter conotações objetivas, subjetivas ou paradoxais. No primeiro caso, as conotações indicam que a realização de uma ação (física ou mental) por um agente consciente não é completamente condicionada por fatores antecedentes. Já no segundo caso, elas indicam o ponto de vista da percepção que o agente tem de que a ação originou-se na sua vontade. Tal percepção é chamada algumas vezes de “experiência da liberdade”.

E agora, temos ou não Livre-arbitrío?, comente.

 

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