Investigador disse a PM que “passaria por cima de qualquer um” em situação de confronto

Fala foi revelada no depoimento de uma funcionária da conveniência onde aconteceu o crime

Durante as diligências para apurar a morte do cabo da Polícia Militar, Thiago de Souza Ruiz, as funcionárias da conveniência onde o crime aconteceu também foram ouvidas pelo delegado André Eduardo Ribeiro, na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Uma delas disse que ouviu o investigador Mario Wilson Vieira, que confessou o assassinato, dizendo ao PM que “passaria por cima de qualquer um” em situação de confronto.

O homicídio aconteceu na madrugada de quinta-feira (27), em uma conveniência na frente da Praça 8 de Abril, em Cuiabá. Thiago chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital. Mario fugiu do local do crime, mas se apresentou ainda na quinta e foi preso em flagrante.

No depoimento, a mulher relatou que viu Mário, Thiago, e outras duas pessoas entrando na conveniência. Um amigo de Thiago, W., pegou uma cerveja e saiu para fumar, tendo os outros permanecido no interior do estabelecimento.

Neste momento, segundo a funcionária, ela percebeu uma “rixa” entre Mário e Thiago. Os dois conversaram e ela ouviu parte das falas. Entre elas, a mulher disse que ouviu Mário dizer: “Eu sou policial civil, em uma situação de confronto eu passaria por cima de qualquer um. Eu não consideraria amizade, passaria por cima de W. e de qualquer um”.

Ela continuou trabalhando, porém, minutos depois, viu Mário com duas armas em mãos e chamou uma colega de trabalho para fugirem de dentro da conveniência. Em seguida, apenas ouviu vários disparos de arma de fogo e não soube dizer quantos foram.

Thiago chegou a ser levado para o Hospital Jardim Cuiabá, mas a morte foi declarada pouco depois, às 4h50 da manhã.

Mário fugiu logo após o crime, mas se entregou horas depois na sede da Delegacia Especializada em Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Cuiabá, onde prestou depoimento e foi autuado em flagrante pelo homicídio. Ele vai passar por audiência de custódia ainda nesta sexta-feira (28).

A Polícia Civil o autuou por homicídio qualificado, por ter usado recurso que dificultou a defesa da vítima ao desarmá-la e atirar pelas costas.

RepórterMT

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor, digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui