Ex-funcionário cooptou comparsas para sequestrar e cavar cova para empresário

Daniel Vitor Conde da Cruz, 37 anos, era ex-funcionário da empresa da mãe da vítima. Ele exigia R$ 2 milhões para resgate do empresário

A Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (25) a primeira fase da Operação Cupiditas, que investiga o sequestro de um empresário, sócio de uma empresa de Home Care, em Várzea Grande, ocorrido no dia 7 de maio. A ação visava cumprir dois mandados de prisão e cinco de busca e apreensão. No entanto, nenhum bandido foi preso.

Segundo o delegado Gustavo Belão, da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o crime foi planejado por Daniel Vitor Conde da Cruz, 37 anos, que morreu em confronto com a Polícia Militar. O delegado afirmou que Daniel era ex-funcionário do empresário e cooptou outros dois bandidos para sequestrar o homem. Eles exigiam R$ 2 milhões para o resgate da vítima.

O delegado explicou que os comparsas sequestraram o empresário e sua esposa na residência do casal, na região do Nova Fronteira, e os levaram até a casa de Daniel. Em seguida, liberaram a mulher com instruções para o resgate e pedindo primeiramente uma quantia de R$ 300 mil.

Após isso, levaram o homem para outro cativeiro e o valor do resgate aumentou para R$ 2 milhões.

“O Daniel é um ex-funcionário da empresa em que a mãe do empresário é dona. Ele trabalhou na empresa por três anos e conhecia toda a rotina e o volume de valores que circulavam. O objetivo era sequestrar um familiar dessa dona, com intuito de obter valores com a liberação. Foi exatamente o que ele fez, sequestrou o filho e exigiu o resgate de R$ 2 milhões”, explica o delegado.

“Os outros dois bandidos foram cooptados pelo Daniel. Não tinham envolvimento, não eram funcionários da empresa”, complementa.

A vítima ficou sob cárcere dos criminosos por dois dias. Nesse período, o homem passava por sessões de tortura psicológica e era sedado. Uma cova foi cavada como parte das torturas psicológicas. “Ele sabia que tinha uma cova ali, sendo cavada para enterrá-lo e a todo o tempo ele era mantido sedado, amarrado e amordaçado”, explica Gustavo Belão.

O empresário foi liberto do cativeiro no dia 9 de maio, após uma denúncia anônima informar sobre o sequestro. A Polícia Militar foi até o local indicado e viram Daniel parado na porta dos fundos do imóvel.

Quando ele percebeu a viatura da PM, ficou bastante nervoso. Os agentes então foram realizar a abordagem, mas o criminoso sacou um revólver calibre 32 e apontou aos militares, que reagiram. Daniel foi atingido, chegou a ser socorrido, mas morreu no Pronto Socorro de Várzea Grande.

No imóvel, os policiais encontraram o empresário com pés e mãos amarrados e uma cova que estava sendo cavada no quintal. O delegado da GCCO afirmou ainda que não acredita que o empresário seria liberto após o pagamento do resgate. Os indícios são de que ele seria morto.

“Depois que fomos ao local, a gente acredita que eles matariam sim a vítima, em razão da cova aberta. Era uma cova profunda, estava sendo cavada há alguns dias, então a gente entende que seria morta sim”, afirma.

O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil.

RepórterMT

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