
Nesta sexta-feira (30), o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Alexandre de Moraes, foi o último a votar na condenação que tornou Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos.
O ministro foi um dos votos a favor da inelegibilidade do ex-presidente. “A Justiça Eleitoral, como toda justiça, pode ser cega, mas não é tola. Nós não podemos criar o precedente avestruz, todo mundo sabe como ocorreu, mas todos escondem a cabeça embaixo da terra”, declarou durante seu voto.
Moraes ainda ressaltou a fé na democracia e o papel do TSE. “O TSE está reiterando seu posicionamento consubstanciado em julgamento de inúmeras Aijes. A Justiça Eleitoral avisou a todos os participantes das eleições que não admitiria extremismo criminoso e atentatório aos poderes de Estado, não admitiria notícia fraudulenta, desinformação a título de tentar enganar eleitores sobre fraudes nas eleições, sobre o sistema eleitoral”, continuou o ministro.
Para Moraes, Bolsonaro pretendia ”influenciar e convencer o eleitor de que estaria sendo vítima de uma grande conspiração do Poder Judiciário”.
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