Desafios que colocam vidas em risco. Vídeos na internet provocam principalmente crianças e adolescentes a praticarem ações perigosas. Especialistas defendem que as plataformas que permitem esse tipo de publicação devem ser punidas. Na Itália, um jovem que participava de um desafio provocou um acidente de trânsito que matou um menino de 5 anos.
Entre 2021 e novembro de 2022, pelo menos 15 crianças com até 12 anos, e cinco adolescentes, de 13 ou 14 anos, morreram após participar do “desafio do apagão” nas redes sociais, segundo um levantamento da Bloomberg Businessweek. Em menos de dois meses, este número já foi alterado, diante da morte de uma menina na Argentina na última sexta-feira, reacendendo o alerta para os responsáveis ficarem atentos ao grau de perigo que os jovens acessam na web. Segundo o portal de notícias, os dados foram agrupados a partir de reportagens, registros judiciais e entrevistas com familiares.

O “desafio do apagão” consiste em prender o ar com o objetivo de mostrar aos seguidores por quanto tempo foi possível ficar sem respirar. Segundo a tia da vítima, a garota, chamada Milagros Soto, teria se sufocado ao fazer o vídeo para o TikTok.
Em nota, a empresa lamentou o ocorrido e frisou que a segurança dos usuários é tratada como sua prioridade.
“Sentimos muito pela trágica perda desta família. A segurança da nossa comunidade é prioridade e levamos muito a sério qualquer ocorrência sobre um desafio perigoso. Conteúdos dessa natureza são proibidos em nossa plataforma e serão removidos caso sejam encontrados”, diz o comunicado do TikTok.





