Em Nota, a Associação Brasileira de Blogs e Portais (ABRABP) informou que irá tomar as providências cabíveis para garantir a transparência e a imparcialidade das mídias em Manaus.
O objetivo da presidente da ABRABP, Cileide Moussallem e do vice-presidente, Elcimar Freitas, é iniciar uma investigação rigorosa sobre a relação entre políticos proprietários de portais e blogs locais e o recebimento de recursos públicos.
Medidas de fiscalização e monitoramento serão implementadas para garantir o cumprimento dessas diretrizes, visando proteger a integridade da comunicação e a confiança do público nas mídias locais. A ABRABP reitera seu compromisso com a ética jornalística e com o fortalecimento da democracia por meio de uma imprensa livre, justa e imparcial.
Denúncia
A empresária Cileide Moussallem, do Portal CM7 Brasil, que trouxe à tona uma prática preocupante no cenário político do Amazonas, onde supostamente, políticos locais estão utilizando portais e blogs de sua propriedade para receber recursos de publicidade institucional de órgãos públicos seja na Semcom ou na Secom da Prefeitura e do Governo do Amazonas respectivamente.
A revelação ocorreu durante o programa de rádio CM7 no Ar, no último sábado (10), levantando suspeitas sobre a transparência e a imparcialidade desses veículos de comunicação, que muitas vezes são usados para interesses políticos e pessoais. Moussallem prometeu divulgar uma lista com os nomes de todos os políticos proprietários envolvidos nessa prática. No Amazonas, a presença de políticos como donos de portais e blogs tem se tornado uma realidade preocupante. Segundo a empresária, mais de 1 mil dessas mídias operam em Manaus, e a maioria delas sem estrutura e sem profissionais capacitados para exercer o jornalismo.
Muitos desses portais e blogs, controlados por políticos sem profissionais qualificados, parecem terem sido abertos apenas com o propósito de direcionar recursos públicos para fins particulares. Essa prática de utilizar o dinheiro público para financiar esses veículos de comunicação levanta sérias questões éticas e de imparcialidade na prestação de informações à população.
Ao receber verbas publicitárias de órgãos públicos, os políticos proprietários dessas mídias podem estar buscando benefícios pessoais e políticos, comprometendo a integridade da comunicação transparente e imparcial.





