Fabrício Queiroz, é policial militar aposentado, que foi também motorista e ex-segurança do então deputado Flávio Bolsonaro.
Queiroz recebia da Alerj um salário de R$ 8.517 e acumulava rendimentos mensais de R$ 12,6 mil da Polícia Militar. Ele foi exonerado do gabinete de Flávio na Alerj em outubro de 2018.
Queiroz não era um mero assessor de Flávio, suas duas filhas e a mulher do policial militar aposentado faziam parte da assessoria de gabinete do senador.
Queiroz e o presidente Jair Bolsonaro se tornaram amigos nos anos 80. Em fotos publicadas por Bolsonaro, os dois podem ser vistos juntos em momentos de lazer como, por exemplo, pescando.
Uma investigação sobre Queiroz foi aberta formalmente em 30 de julho pelo Ministério Público do Rio.
A principal suspeita é de que o ex-assessor embolsou o dinheiro para si mesmo ou repassava a quantia para Flávio
Se o Ministério Público concluir que crimes foram cometidos, o órgão deve reunir as provas e apresentar denúncias à Justiça.
Segundo o Coaf, Queiroz movimentou quase R$ 7 milhões em três anos, enquanto sua renda mensal girava em torno de R$ 20 mil. Entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, ele recebeu depósitos e fez saques num valor total de R$ 1,2 milhão – movimentação que seria incompatível com seu patrimônio e ocupação.
O que disse Queiroz
Depois de faltar a quatro convocações do Ministério Público do Rio alegando emergências médicas, Queiroz deu explicações formais – por escrito – sobre suas movimentações financeiras atípicas.
Em documento enviado à promotoria fluminense, Queiroz afirmou que fazia “gerenciamento financeiro” dos salários recebidos pelos outros funcionários do gabinete para ampliar, informalmente e sem o conhecimento de Flávio, a base de funcionários ligados ao filho mais velho do atual presidente. A informação foi divulgada pelo jornal O Estado de S. Paulo em março de 2019.





