O senador Eduardo Braga (MDB/AM) comandou, nesta segunda-feira (27/05), sessão especial do Senado em homenagem aos 20 anos do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá.

Num discurso de, aproximadamente, 20 minutos, o parlamentar amazonense destacou a relevância social da instituição, que assegura às comunidades locais o protagonismo na conservação da biodiversidade.
“Eu não acredito em modelo de desenvolvimento que não leve em consideração, em primeiro lugar, a qualidade de vida daqueles que lá vivem”, disse. “É preciso saber respeitar os amazônidas, aqueles que verdadeiramente cuidam, preservam e desenvolvem um manejo sustentável daquela região”, completou o senador.
Ex-governador do Estado, por dois mandatos consecutivos, Eduardo conheceu pessoalmente os projetos desenvolvidos pelo instituto. “Eu conheço Mamirauá não apenas de livro, não apenas de filme, mas por estar lá e por levar a minha família até lá”, afirmou ele, que já acompanhou, inclusive, o processo de manejo e despesca do pirarucu. “Talvez seja um dos momentos mais bonitos de captura de um peixe que eu já tenha visto ao longo da minha vida.”
A solenidade contou com a presença de representantes da organização, do secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Julio Semeghini, além do deputado federal Capitão Alberto Neto (PRB/AM) e do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante do Exército e do Comando Militar da Amazônia (CMA). Atualmente, ele é assessor especial do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), a quem o senador fez uma referência especial.
“Quando fui governador, testemunhei o papel exercido pelo general Villas Bôas no Comando Militar da Amazônia para que pudéssemos assegurar cidadania aos que viviam em lugares tão isolados do Amazonas”, destacou.
*Confira as manifestações de alguns participantes da sessão especial*
_Se olharmos hoje, lá no Médio Solimões, as comunidades ribeirinhas que estão assessoradas e as outras que não estão, há uma grande diferença na questão econômica e social._
Edvan Ferreira Feitosa, morador da unidade de conservação Amanã, fala do impacto das ações do Instituto Mamirauá sobre os cidadãos que vivem na Amazônia.
_Nas áreas assistidas pelo instituto, esse índice era de quase 10% há 20 anos. Isso quer dizer que, para cada mil crianças nascidas, 100 morriam antes de completar um ano de idade. Hoje, com os trabalhos relacionados à educação e à saúde, e com as tecnologias sociais implementadas, o índice nessas áreas é próximo à média brasileira e inferior à média do estado do Amazonas._
João Valsecchi do Amaral, diretor do Instituto Mamirauá, chama atenção para melhoria dos indicadores nos locais onde a organização atua.
_Parabéns por não desistirem do nosso do Amazonas! O nosso futuro está na mão de vocês, o nosso futuro está no desenvolvimento, na pesquisa da nossa floresta._
Deputado Capitão Alberto Neto (PRB/AM) saúda integrantes do Instituto Mamirauá
_O conhecimento que o Instituto Mamirauá produz transforma a ciência brasileira para melhor, conserva a biodiversidade, proporciona melhor qualidade de vida às populações locais._
Ima Célia Vieira, presidente do Conselho de Administração do Instituto Mamirauá
_Vamos, em breve, tomar uma decisão para que a gente possa recompor, pelo menos, o orçamento previsto, para que nenhuma dessas pessoas que dedicam as suas vidas percam a sua oportunidade de trabalhar._
Julio Semeghini, secretário executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, trata do descontingenciamento das verbas do instituto
MASSACRE EM MANAUS
NOTA
Aguardamos, assim como todos os cidadãos amazonenses, providências enérgicas dos governsos estadual e federal para debelar a guerra de facções criminosas que já vitimou, nas últimas 36 horas, quase 60 presos nas unidades que integram o sistema penitenciário do Amazonas.
Acreditamos que seja necessária muito mais que uma intervenção federal, pois episódios como este não são inéditos na história recente do estado. Basta lembrar que, há pouco mais de dois anos, uma rebelião de 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) resultou na morte de 56 detentos.
A sucessão de massacres não pode nem deve ser encarada pela sociedade nem pelos governos como uma mera ocorrência policial, restrita aos muros dos presídios, mas, sim, como a síntese de uma guerra violenta que se alastra em território amazonense e nos amedronta.
Senador Eduardo Braga (MDB)
FOTOS: Vagner Carvalho





