No Dia Nacional do Controle do Diabetes, especialistas alertam sobre a doença que tem crescido entre homens e pessoas cada vez mais jovens. Em Manaus, segundo dados da última Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), o número de homens com a doença cresceu e tornou a capital do Amazonas a sétima cidade com o maior número de casos entre todas as capitais brasileiras.
Os dados da pesquisa, feita entre os anos de 2006 e 2017 mostraram que o número de homens em Manaus que apresentaram diagnóstico médico de diabetes mais que dobrou (113,5%) no período. Isso porque no início do estudo apenas 3,7%, da população masculina da cidade tinha o diagnóstico da diabetes. No fim da pesquisa esse índice passou para 7,9%.
Os números preocupam os órgãos de saúde e os especialistas acreditam que a realização de exames de rotina tem influenciado no crescimento dos números. “A questão da alimentação, do sedentarismo tem ajudado a aumentar esses números de modo geral. No caso dos homens, eles estão se cuidando mais, procurando cuidar da saúde. Fazendo mais exames de rotina, o que antes não era hábito. Hoje esse cenário mudou. É mais frenquente e com isso mais casos aparecem entre eles, que antes nem sabiam do problema”, disse a especialista Dorothy Carriço, endocrinologista do Sabin Medicina Diagnóstica.
Ela explica que os cuidados precisam ser redobrados para quem já tem o diagnóstico, principalmente no quesito alimentação. Porém reforça a importância de um acompanhamento com especialistas e exames de rotina tanto para quem tem disposição genética a ter a doença ou não. “Temos pessoas mais jovens com a doença do que antes, o que não era tão comum. A alimentação ruim desde a infância, ajuda nesse ponto. Por isso o ideal é fazer exames de rotina, procurar um especialista que possa fazer exames mais específicos. A doença é silenciosa, assintomática, quando se revela já está em um nível muito alto, por isso a alimentação e a prevenção é ainda o melhor remédio para evitar o problema”, explicou a médica.
E foi exatamente a má alimentação que mudou a saúde do estudante de administração, Roberto Filho. Hoje, mesmo tendo uma rotina normal de um estudante de 18 anos, ele além de cuidar da alimentação, precisa tomar insulina para manter o controle dos índices glicêmicos. O que faz desde que descobriu o diagnóstico com 12 anos.
“Eu era um adolescente bem rebelde, meu café da manhã eram duas latinhas de refrigerantes e bolacha recheada. E eu descobri através do sintomas que havia apresentado durante duas semanas. Eu pesava 90 quilos com 12 anos de idade e os médicos falavam que eu nunca ia chegar aos 18 anos devido ao descontrole. Hoje a rotina que vivo é de um jovem comum, porém, com o máximo controle possível do açúcar e dos carboidratos. Afiro o nível de açúcar no sangue toda vez antes de cada refeição e aplico insulina também”, contou o jovem que além de fazer faculdade, trabalha em uma empresa como auxiliar de produção.
Insulina inalável é autorizada
Para ajudar no tratamento e controle da doença de pacientes em todo o Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou, na semana passada, a comercialização da insulina inalável no País.
Batizada de Afrezza®, a nova insulina é comercializada em pó, em cartuchos com três tipos de dosagem.
Segundo informações divulgadas pela Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), a insulina inalável tem um perfil de ação único e muito mais rápido do que a insulina administrada de forma subcutânea ( injetável). A utilização será feita pelo paciente com diabetes por meio de um inalador e por isso existem algumas contraindicações.
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Fonte: Portal A Crítica





