Um dos suspeitos de participar do plano terrorista em show de Lady Gaga em Copacabana foi solto após pagamento de fiança. O homem, identificado como Luis Fabiano da Silva, foi preso, em flagrante, em Novo Hamburgo (RS), por porte de arma ilegal.
Ele foi solto após pagamento de fiança à polícia, segundo informou o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Apesar do pagamento, o homem passará ainda por audiência de custódia nesta segunda-feira (5/5). “A fiança foi fixada pela autoridade policial, ele está em liberdade e passará por audiência de custódia”, disse o TJRS.
Mais cedo ele foi detido
Uma trama macabra, alimentada por discursos extremistas e delírios religiosos, quase transformou um dos maiores eventos musicais do ano, que reuniu mais de 2 milhões de pessoas, em um cenário de horror. A Polícia Civil do Rio de Janeiro desmantelou um plano de atentado a bomba que seria executado durante o show da cantora Lady Gaga, em Copacabana, na noite desse sábado (3/5), descortinando uma rede digital de ódio que mirava crianças, adolescentes e o público LGBTQIA+ com motivações terroristas e supostos rituais satânicos.
Em ação coordenada com o Ministério da Justiça, a operação envolveu unidades especializadas em crimes cibernéticos, infância e juventude e antiterrorismo, mobilizando agentes em quatro estados brasileiros. A ação resultou em mandados de busca e apreensão contra nove pessoas. Entre os alvos, estavam um adolescente que armazenava pornografia infantil no Rio de Janeiro e um homem preso em flagrante por porte ilegal de arma no Rio Grande do Sul.
Segundo fontes da investigação, o grupo usava plataformas online para aliciar jovens e promover a radicalização por meio de conteúdos de violência, incitação ao suicídio, pedofilia e teorias conspiratórias religiosas. “Não se trata apenas de discurso de ódio, mas de uma tentativa concreta de promover terror simbólico e físico em massa”, afirmou a polícia do RJ.
O mais alarmante, dizem os agentes, foi a descoberta de planos que envolviam o uso de artefatos explosivos improvisados, como coquetéis molotov, com instruções compartilhadas em chats privados. A motivação, ainda segundo os investigadores, misturava fanatismo, desejo de notoriedade e uma crença deturpada em “missões purificadoras”.
O suspeito que alegava estar em “guerra espiritual” contra Lady Gaga foi localizado em Macaé, no Norte Fluminense, onde admitiu sua intenção de realizar o ataque durante o show. Ele responderá por terrorismo e induzimento ao crime, e poderá ser enquadrado mesmo sem que o atentado tenha sido executado, já que a legislação brasileira considera os atos preparatórios como puníveis.





