Justiça manda soltar empresário que espancou mulher em elevador, afinal ele não pichou com batom uma estátua, como Débora, condenada a 14 anos pelo STF

Reprodução

A Justiça do Distrito Federal concedeu liberdade provisória ao empresário Cléber Lúcio Borges, de 55 anos.

Cléber tinha sido preso no início de agosto após agredir a companheira dentro do elevador do prédio onde viviam, no Guará.

Na decisão, a juíza determinou medidas protetivas, como a proibição de contato e de aproximação da vítima, de seus familiares e de testemunhas – seja pessoalmente, por telefone, redes sociais ou outros meios de comunicação.

Cleber Lúcio Borges também deve comparecer a programas de recuperação e reeducação previstos na Lei Maria da Penha.

O empresário já é réu na Justiça do DF pelo crime de lesão corporal, mas o julgamento ainda não foi marcado.

Na época do crime, o Ministério Público afirmou que “acelerou” a denúncia justamente para evitar que o homem seguisse preso.

As agressões ocorreram na madrugada de 1º de agosto.

O caso foi registrado por câmeras de segurança e repercutiu nas redes sociais.

A vítima foi levada ao hospital no dia seguinte com fraturas na face e edemas pelo corpo, permanecendo internada por cinco dias.

O empresário, que atua no ramo de móveis e tem empresas no DF e em Goiás, aguarda o julgamento em liberdade.

Denúncia feita pela mãe da vítima

A mulher, de 34 anos, foi internada com ferimentos que levantaram suspeitas de violência por parte dos médicos, que alertaram sua mãe.

A mãe acionou a Polícia Civil, que emitiu mandado de prisão preventiva e busca contra Cleber, preso cinco dias após as agressões.

As investigações revelaram que a vítima já havia sofrido outras agressões, mas nunca havia denunciado antes.

A impunidade do Brasil precisa ser analisada, o STF deu 14 anos para uma pichadora com batom por exemplo e já mandou recolher para cumprir a pena.

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