O cenário político no Amazonas atingiu um novo nível de fervura em dezembro de 2025. Enquanto a Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) enfrenta duras críticas por gastos que superam os R$ 584 milhões (74% acima do planejado) sem resolver o problema do lixo nas ruas, seu gestor, Sabá Reis, encontra-se no centro de uma polêmica de bastidores com o ex-prefeito de Rio Preto da Eva, Anderson Souza.
A “Briga de Menino Barrigudo”
Um vídeo divulgado pela jornalista Cynthia Blink expôs o que está sendo chamado de “Polêmica Baré” ou “briga de menino barrigudo” — uma discussão baseada no famoso “disse me disse”. No registro, os dois políticos batem boca sobre supostas ameaças:
A Acusação de Sabá: O secretário afirma que o senador Omar Aziz teria prometido “f***” tanto ele quanto Anderson Souza em uma segunda-feira pela manhã.
O contraponto de Anderson: Ao ser questionado se ouviu isso diretamente do senador, Sabá hesita. Anderson, então, desmente a fonte, afirmando que a fofoca partiu de uma terceira pessoa, identificada como “Sabugo”.
O contexto da crise
Essa briga de egos e informações desencontradas ocorre em um momento delicado para a gestão de David Almeida. Os pontos de atrito incluem:
Desgaste na Limpeza Pública: A reportagem da CENARIUM mostrou que, apesar dos contratos bilionários com empresas como Tumpex e Marquise, a população convive com lixo acumulado em áreas nobres e periféricas.
Instrumentalização de conversas: O vídeo demonstra como diálogos privados estão sendo usados como armas políticas para gerar instabilidade e especulações de retaliação no estado.
Conspirações internas: O ambiente é de desconfiança geral, com denúncias paralelas sugerindo tentativas de isolar o prefeito David Almeida para fortalecer outros nomes, como o secretário de obras Renato Jr.
O que isso significa: A “Rádio Pião” (boatos de bastidores) parece estar ditando o ritmo da política local tanto quanto os dados oficiais. Enquanto Sabá Reis e Anderson Souza discutem quem disse o quê, os números do Portal da Transparência continuam gerando questionamentos sobre a eficiência do uso do dinheiro público em Manaus.
Fonte: Revista Cenarium e Cynthia Blink
Texto: Ronaldo Aleixo





