Vereador denuncia abandono da Segurança Pública e precariedade em quartéis do Amazonas e culpa o “SemiDeus” Cel. Vinicius (VÍDEO)

MANAUS – O vereador Sargento Salazar utilizou suas redes sociais para fazer um duro desabafo contra a gestão do Governador Wilson Lima e do então Secretário de Segurança Pública, Cel Vinícius Almeida. No vídeo, o parlamentar apresenta evidências do que chama de “caos administrativo”, apontando o descaso com a tropa da Polícia Militar e a falta de infraestrutura básica em unidades do interior.

Fardamento pago do próprio bolso


Uma das principais denúncias de Salazar refere-se à ausência do pagamento do auxílio fardamento, que, segundo ele, não é repassado aos policiais há mais de quatro anos. O vereador exibiu imagens de coturnos desgastados e afirmou que os agentes estão precisando “dar seus pulos”, recorrendo a métodos improvisados, como tingir as próprias fardas para manter o padrão visual mínimo exigido para o serviço.

Infraestrutura em colapso


O vídeo também expõe a situação crítica do quartel de Manaquiri. Em imagens gravadas no alojamento, é possível ver diversas panelas espalhadas pelo chão e sobre as camas para aparar goteiras durante a chuva. Salazar ironizou a situação, chamando o local de “quarto do desespero” e criticando o contraste entre a realidade dos policiais e os altos investimentos em tecnologia.

Críticas ao “Paredão” e gastos milionários


O parlamentar questionou a prioridade dos gastos do governo, citando o investimento de R$ 35 milhões no sistema de monitoramento “Paredão”. Para Salazar, o recurso é mal gerido:

“Gastam milhões com empresas de tecnologia e câmeras, enquanto o policial na ponta não tem o básico. O legado desse governo é o mau-trato ao servidor e ao povo”, afirmou o vereador.


O vídeo faz parte de uma série de cobranças que o vereador vem realizando sobre as promoções atrasadas da categoria e a dívida com outros setores, como a saúde, onde profissionais também enfrentariam atrasos salariais. Até o fechamento desta edição, o Governo do Estado não havia se pronunciado oficialmente sobre os pontos específicos levantados no vídeo.

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